Polícia Civil investiga possível contaminação por combustível na Lagoa dos Índios e coleta amostras para perícia em Macapá
Operação da DEMA e da Polícia Científica apura denúncia de poluição ambiental e busca confirmar se vazamento em posto de combustíveis contaminou poço artesiano utilizado por distribuidora de bebidas.
PC-AP - AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – 31 de julho de 2026 – A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), realizou nesta sexta-feira (31), em conjunto com a Polícia Científica do Amapá (POLITEC), uma operação técnica para apurar uma grave denúncia de possível contaminação ambiental nas proximidades da Lagoa dos Índios, na Zona Oeste de Macapá.
A investigação busca esclarecer se um eventual vazamento de combustível em um posto localizado ao lado de uma distribuidora de bebidas contaminou a água de um poço artesiano utilizado pelo estabelecimento. A suspeita levanta preocupação quanto aos impactos ambientais e aos possíveis riscos à saúde pública.
Durante a ação, policiais civis e peritos oficiais realizaram inspeções na distribuidora de bebidas, no posto de combustíveis investigado, na área da Lagoa dos Índios e em outros pontos do entorno. No local, foram coletadas amostras de água que serão submetidas a análises laboratoriais especializadas para verificar a existência de hidrocarbonetos ou outros agentes contaminantes.
De acordo com os investigadores, os exames periciais terão como finalidade identificar a composição dos materiais encontrados, a extensão da eventual contaminação e, principalmente, verificar se existe relação direta entre a atividade do posto de combustíveis e a possível poluição ambiental.
O delegado Wellington Ferraz, titular da DEMA, destacou que o laudo pericial será fundamental para a continuidade da investigação.
> "O resultado da perícia será decisivo para orientar os próximos passos da investigação criminal. Somente após a conclusão dos exames técnicos será possível definir, com segurança científica, as medidas investigativas e jurídicas cabíveis, inclusive quanto à eventual responsabilização criminal do posto de combustíveis investigado e de seus representantes legais, caso seja comprovado o nexo entre a contaminação e a atividade desenvolvida no local", afirmou.
A Polícia Civil ressaltou que, neste momento, a investigação permanece em fase de apuração e que qualquer conclusão dependerá do resultado oficial da perícia, garantindo o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente reforçou que continuará acompanhando o caso até a conclusão das análises, reafirmando o compromisso da instituição com a preservação dos recursos hídricos, a proteção da saúde da população e a responsabilização de eventuais autores de crimes ambientais.
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Aldenor Filho
Diretor Jornalista




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