Operação Mulher Segura prende 211 agressores e atende mais de 1,2 mil vítimas em apenas dois meses no Amapá
Ação integrada das forças de segurança já alcançou mais de 15 mil pessoas com atividades educativas; quinto ciclo da operação começa em 3 de agosto, em Macapá.
SEJUSP - AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – 29 de julho de 2026 – A 2ª edição da Operação Mulher Segura vem consolidando resultados expressivos no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas no Amapá. Em apenas dois meses de atuação, a força-tarefa coordenada pelo Governo do Estado já prendeu 211 agressores, prestou atendimento a 1.242 vítimas e desenvolveu ações de prevenção e conscientização que alcançaram 15.096 pessoas em quatro municípios amapaenses.

A operação, coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, percorreu os municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Mazagão durante quatro ciclos de atuação integrada. Mais de 150 agentes das Polícias Civil, Militar e Penal participaram das ações de repressão, proteção e prevenção.
O trabalho terá continuidade com o quinto ciclo, que será iniciado em 3 de agosto, em Macapá, seguindo para Santana a partir do dia 17 de agosto, ampliando o alcance das medidas de enfrentamento à violência de gênero.
Dos 211 agressores presos, 182 foram autuados em flagrante e 29 capturados por meio de mandados judiciais.
Entre as prisões em flagrante, destacam-se:
- 74 por lesão corporal;
- 47 por ameaça;
- 13 por descumprimento de medidas protetivas;
- 3 por tentativa de feminicídio.
Já entre os mandados judiciais cumpridos, 11 foram expedidos especificamente contra investigados que descumpriram medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça.
As equipes também intensificaram o acompanhamento das vítimas, realizando 122 visitas preventivas domiciliares e fiscalizando o cumprimento de 72 medidas protetivas em vigor.

A coordenadora do Eixo de Violência Contra a Mulher da Sejusp, capitã Cristina Balieiro, destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige resposta rápida do Estado e participação ativa da sociedade.
«“Não toleramos a violência contra mulheres e meninas e por isso agressores não terão trégua no Amapá. A nossa resposta sempre será imediata e firme. Precisamos combater essa ideia de que ‘não se mete a colher’ e romper o silêncio. Todos devem fazer parte da proteção e denunciar qualquer sinal de violência”, afirmou.»
Além das ações policiais, a Operação Mulher Segura reforçou o trabalho de prevenção por meio de 191 ações educativas presenciais em comunidades e 138 campanhas de conscientização nas redes sociais, alcançando um público superior a 15 mil pessoas.

A estratégia busca fortalecer a rede de proteção, incentivar denúncias e conscientizar a população sobre a importância de romper o ciclo da violência contra mulheres e meninas.
A Operação Mulher Segura seguirá em execução até 31 de dezembro de 2026, com ações permanentes em diferentes municípios do estado, ampliando a presença das forças de segurança e fortalecendo as políticas públicas de proteção às vítimas.
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Aldenor Filho – Diretor Jornalista




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