Estudantes da rede estadual lançam livro em projeto do Ministério Público em parceria com o Governo do Amapá
Coletânea “Navegando com as Palavras” reúne produções de alunos da rede pública e incentiva leitura, escrita e protagonismo estudantil.
Os 12 estudantes autores participantes da obra “Navegando com as Palavras” celebram a publicação da coletânea durante a tarde de autógrafos no Ministério Público do Amapá, em Macapá A emoção dos estudantes ao ver o próprio nome publicado em um livro marcou a tarde de autógrafos da coletânea “Navegando com as Palavras”, realizada na quinta-feira, 23, no Ministério Público do Amapá, em Macapá. A iniciativa reforça a parceria entre o Governo do Amapá e o MP-AP no incentivo à educação pública.
A obra reúne produções de estudantes da rede pública estadual, que transformaram crônicas, contos, redações dissertativas e histórias ilustradas em uma publicação literária. O projeto nasceu em 2025 com o objetivo de incentivar a leitura, a escrita, o pensamento crítico e a permanência dos estudantes na escola.
Por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), a proposta ganhou dimensão estadual e envolveu estudantes de diferentes regiões, valorizando vivências locais, a criatividade e a produção textual nas escolas públicas.
De acordo com a secretária adjunta de Políticas Educacionais, Sandra Casimiro, a ação reafirma a importância de políticas educacionais que valorizam o potencial criativo dos estudantes e incentivam o protagonismo juvenil.
“Esse projeto mostra a importância de incentivar os jovens a escreverem sobre suas próprias realidades, refletindo sobre temas que fazem parte do cotidiano deles, como o transporte escolar, o meio ambiente e a vida nas comunidades. Estamos acompanhando grandes talentos surgindo nas escolas estaduais”, ressaltou a secretária.

Para o procurador-geral de Justiça, Alexandre Monteiro, a iniciativa reforça o compromisso das instituições com o desenvolvimento educacional dos jovens amapaenses.
“É um momento muito importante. A ideia surgiu para estimular não só a leitura, mas também a escrita dos jovens das escolas públicas de todo o Estado. Abraçamos essa proposta como uma forma de incentivar o desenvolvimento desses estudantes”, destacou.

Ao todo, 53 trabalhos foram selecionados, entre produções textuais e ilustradas. Desses, 12 estudantes foram premiados e tiveram suas obras reunidas na coletânea lançada oficialmente durante a sessão de autógrafos.
Da inspiração ribeirinha ao projeto estadual
O projeto teve origem em uma experiência simples, mas transformadora. O promotor de Justiça da Educação, Iaci Pelaes dos Reis, contou que a ideia surgiu durante uma visita a uma escola no interior do Estado.
“Lancei um desafio para os alunos escreverem sobre a viagem que fazem de barco pelo Rio Matapi. A partir disso, surgiu a ideia de ampliar para um concurso estadual”, compartilhou o promotor.

Educação, cultura e transformação social
A promotora de Justiça Samile Simões Alcolumbre, uma das coordenadoras da coletânea, explicou que o projeto vai além da escrita. A proposta também busca fortalecer o vínculo dos estudantes com a escola e estimular o desenvolvimento de habilidades importantes para a formação cidadã.
“A proposta foi fazer com que crianças e adolescentes permanecessem mais tempo na escola, desenvolvendo pensamento crítico e conexão com a aprendizagem”, afirmou.

As produções abordaram temas como:
- Meio ambiente;
- Ambiente escolar;
- Direitos da criança e do adolescente;
- Futuro do Amapá;
- Vivências da juventude na Amazônia.
Os trabalhos foram avaliados por uma comissão formada por membros do MP-AP, servidores e especialistas da área da Seed.
Jovens autores celebram a conquista
Premiada no projeto, a estudante da Escola Antônio Messias, em Macapá, Ramona Cecília Veras Amanajás, de 17 anos, destacou que a participação na coletânea fortaleceu o interesse pela escrita e pelo protagonismo estudantil.
“Minha redação abordou a consciência midiática e o meio ambiente. Estar aqui hoje é gratificante. A educação abre portas para um futuro promissor”, disse.

A estudante Maria Fernanda Gomes Gonçalves, de 11 anos, conquistou o primeiro lugar na categoria livro ilustrado e celebrou a oportunidade de ver sua história publicada. Ela estudava na Escola Estadual São Lázaro, em Macapá, no 5º ano do Ensino Fundamental I.
“É uma emoção muito grande ver minha história dentro de um livro”, contou.

Para a mãe da aluna, Carla Rejane Gomes Barreto, o projeto ajuda a revelar talentos da escola pública e incentiva os estudantes a acreditarem no próprio potencial.
“Essa iniciativa mostra que alunos da escola pública são capazes e podem se tornar grandes profissionais no futuro”, frisou, orgulhosa pela conquista da filha Maria Fernanda.

Reconhecimento para as escolas
A conquista dos estudantes também evidencia o trabalho desenvolvido pelas instituições de ensino da rede estadual. A tenente Ruana, da Escola Estadual Antônio Messias, destacou que a premiação fortalece a comunidade escolar.
“Isso mostra o quanto nossos alunos são dedicados e que o trabalho desenvolvido na escola está dando resultados”, afirmou.

Do prêmio ao livro publicado
Os vencedores do projeto já haviam sido premiados em 2025 com certificados, tablets e fones de ouvido. Agora, em 2026, celebram a publicação da coletânea e o reconhecimento público de suas produções.
Além da versão impressa, a obra “Navegando com as Palavras” também será disponibilizada em formato digital nos canais oficiais do MP-AP e da Seed, ampliando o acesso da população ao conteúdo produzido pelos estudantes.
A coletânea reúne histórias de criatividade, superação e protagonismo juvenil, destacando a importância da parceria entre o Governo do Amapá e o MP-AP no fortalecimento da educação pública e na valorização dos talentos estudantis.






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