Líder de facção morre em confronto com a ROTAM após tentar fazer família refém em Macapá
Segundo a Polícia Militar, David Pinheiro da Silva, conhecido como "Moela", reagiu à abordagem atirando contra os agentes durante perseguição no bairro Muca; caso será investigado pela Polícia Civil.
PM-AP - AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – David Pinheiro da Silva, de 24 anos, conhecido pelo vulgo "Moela" e apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças de uma organização criminosa com atuação na região do Muca, morreu na noite de terça-feira (21) durante um confronto armado com equipes da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM), na Avenida dos Guaranis, na Zona Sul de Macapá.
De acordo com o comandante da ROTAM, capitão Álvares, as equipes realizavam patrulhamento em uma área considerada crítica quando identificaram o suspeito. Ao receber ordem para parar e se identificar, ele fugiu, invadindo diversas residências durante a tentativa de escapar.
Ainda segundo a Polícia Militar, durante a fuga, "Moela" tentou fazer uma família refém para facilitar a evasão. A ação, porém, foi frustrada pelo morador da residência, que conseguiu se proteger e acionar as equipes policiais.
Conforme a versão apresentada pela corporação, o suspeito foi cercado pelos militares, mas recusou-se a se render e efetuou disparos com um revólver calibre .38 contra os policiais. Os agentes reagiram à agressão, atingindo o suspeito, que morreu no local.
A Polícia Militar informou que David Pinheiro da Silva teria assumido o comando da facção que atua no bairro após a morte de outro integrante conhecido como "Jefinho". Segundo a corporação, ele possuía 11 registros de ocorrência por crimes como roubo, estelionato, violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo, além de cinco procedimentos por atos infracionais cometidos na adolescência e cinco inquéritos policiais em andamento.
As forças de segurança também afirmam que o suspeito aparecia em vídeos divulgados nas redes sociais supostamente praticando crimes, incluindo um assalto em que teria arrancado o cordão do pescoço de uma vítima.
Em entrevista, o capitão Álvares destacou que a corporação tentou realizar a abordagem dentro dos protocolos operacionais.
> "Se tivesse obedecido às ordens, tudo se resolveria dentro da lei. Mas, ao optar por atirar contra a polícia, ele teve esse desfecho", declarou o oficial, reforçando a orientação para que pessoas abordadas pelas forças de segurança cumpram as determinações policiais, visando preservar a segurança de todos.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que apurará as circunstâncias do confronto. O armamento apreendido e os demais elementos coletados no local também serão encaminhados para análise e posteriormente ao Poder Judiciário.
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Aldenor Filho – Diretor Jornalista




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