Terremoto na Venezuela deixa mais de 1,4 mil mortos e mobiliza operação internacional de resgate
Duplo sismo de magnitudes 7,2 e 7,5 provocou destruição em larga escala, milhares de feridos e dezenas de milhares de desaparecidos; equipes de vários países reforçam buscas por sobreviventes.
FOTOS: AF/ILUSTRATIVA Caracas (Venezuela) – A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após um duplo terremoto registrado na última quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a região costeira do país em um intervalo de cerca de um minuto, provocando o desabamento de edifícios, danos severos à infraestrutura e uma crise humanitária de grandes proporções.
Segundo o balanço mais recente divulgado neste sábado (27), mais de 1.400 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e dezenas de milhares continuam desaparecidas. As operações de busca seguem de forma ininterrupta, enquanto familiares tentam localizar vítimas sob os escombros.
As áreas mais atingidas incluem o estado de La Guaira e regiões da capital, Caracas, onde diversos prédios residenciais e comerciais sofreram colapsos. O principal aeroporto internacional do país também foi danificado, dificultando inicialmente a chegada de ajuda humanitária.
As autoridades venezuelanas informaram que milhares de pessoas foram encaminhadas para abrigos temporários. Além disso, o fornecimento de energia elétrica e de água ainda apresenta instabilidade em diversas localidades afetadas, enquanto fortes réplicas continuam sendo registradas, aumentando o temor entre os moradores.

A tragédia mobilizou uma ampla resposta internacional. Equipes especializadas em resgate, médicos, bombeiros e ajuda humanitária de vários países chegaram à Venezuela para auxiliar nas buscas por sobreviventes e no atendimento às vítimas. O Vaticano também anunciou o envio de recursos emergenciais para apoiar a população afetada.
Especialistas alertam que as próximas 72 horas continuam sendo decisivas para localizar pessoas com vida sob os escombros. Enquanto isso, o governo mantém o estado de emergência nas regiões mais devastadas e pede que a população siga as orientações da Defesa Civil diante do risco de novas réplicas.
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Jornalista Aldenor Filho





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