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Macapá ,27/06/2026

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Fé, resistência e misticismo: quadrilhas tradicionais emocionam o público na final do VII Festival Sandro Rogério

Rosa dos Ventos, Explosão do Tempo e Fúria Junina levantaram a arena da Cidade Junina com espetáculos que celebram a cultura popular amapaense.

agenciaamapa.com.br
Fé, resistência e misticismo: quadrilhas tradicionais emocionam o público na final do VII Festival Sandro Rogério A energia destas três primeiras apresentações marcou a abertura da disputa pelo título, que contou com um total de seis grupos juninos da categoria tradicional

O Governo do Amapá promoveu, nesta sexta-feira, 26, a grande final das quadrilhas tradicionais da Liga Junina de Macapá (Ligajum), dentro da programação do Arraiá do Povo. A noite decisiva do VII Festival Municipal Sandro Rogério lotou a arena da Cidade Junina, garantindo lazer, segurança e fomento à economia criativa para a população amapaense.

O presidente da Liga Junina de Macapá (Ligajum), Cláudio Vaz, ressaltou o impacto transformador da quadra junina para o desenvolvimento social e econômico local. Segundo o representante, a valorização da tradição vai além do entretenimento, alcançando diferentes gerações.

"A importância dessa festa junina é que ela proporciona à juventude e à sociedade em geral o acesso à cultura. O evento fomenta a economia do nosso Estado, gerando renda, emprego e, principalmente, garantindo lazer", destacou Vaz.

Presidente da Liga Junina de Macapá (Ligajum), Cláudio Vaz
Presidente da Liga Junina de Macapá (Ligajum), Cláudio Vaz
Foto: Lidiane Lima/GEA

Primeira a entrar na arena na disputa pelo campeonato, a Associação Folclórica e Cultural Rosa dos Ventos, do bairro Buritizal, levou para a quadra junina a força do universo sertanejo com o tema "No Haras Rosa dos Ventos tem vaqueiro e boiadeiro, tem cowboy e tem peão. Junta todo mundo e vumbora festejar o arraiá de São João!". O grupo celebrou o cotidiano da lida com o gado, as vaquejadas e a devoção a Nossa Senhora Aparecida. As indumentárias traduziram o vigor do couro e as texturas da terra.

Quadrilha tradicional Rosa dos Ventos
Quadrilha tradicional Rosa dos Ventos
Foto: Lidiane Lima/GEA

Para o presidente da Rosa dos Ventos e muso do carnaval PCD do Brasil, Sandro William, a festividade representa, acima de tudo, inclusão.

"É muito bom quando o governo abre esse espaço e faz um evento tão maravilhoso, é valorização. Levantamos essa bandeira porque a inclusão está aqui presente. A gente agradece", celebrou o dançarino.

Presidente da Rosa dos Ventos e muso do carnaval PCD do Brasil, Sandro William
Presidente da Rosa dos Ventos e muso do carnaval PCD do Brasil, Sandro William
Foto: Lidiane Lima/GEA

Logo depois, a Associação Folclórica e Cultural Explosão do Tempo, representante do bairro Congós, apresentou o espetáculo "Saltimbancos, Somos Nós!". Inspirada na clássica obra, a quadrilha fez uma homenagem aos fazedores de arte, mostrando a jornada de união entre o Caminhante, o Jumento, o Cachorro, a Galinha e a Gata.

Com reflexões sobre os desafios do fazer cultural — representados pela superação da figura repressora da "Otoridade" —, o grupo destacou a resistência da cultura popular e encerrou a evolução simbolizando a continuidade da tradição junina por meio das novas gerações.

Quadrilha tradicional Explosão do Tempo
Quadrilha tradicional Explosão do Tempo
Foto: Lidiane Lima/GEA

Encerrando o primeiro bloco de exibições da final, a Quadrilha Fúria Junina invadiu a arena para abordar o misticismo e as crendices com o tema "Se é sorte ou azar, a Fúria Junina vai te contar". O grupo apresentou uma entrada apoteótica exaltando elementos que afastam o mau agouro e o mau-olhado, utilizando coreografias de matriz afro-brasileira.

Os brincantes encenaram tradições da cultura popular, como a famosa fita amarrada no pulso, que representa a realização de um desejo ao arrebentar, entregando um espetáculo de fé e muita dança.

Quadrilha tradicional Fúria Junina
Quadrilha tradicional Fúria Junina
Foto: Lidiane Lima/GEA

A energia dessas três primeiras apresentações marcou a abertura da disputa pelo título, que contou com um total de seis grupos juninos da categoria tradicional. Após o desfile de todas as finalistas tradicionais, a festa na quadra junina seguiu pela noite com o espetáculo, o brilho e as inovações das quadrilhas estilizadas, mantendo o público animado na arena.

Cidade Junina

Para acomodar o público e os brincantes, a ampla estrutura da Cidade Junina, montada pela gestão estadual, conta com arena para apresentações, praça de alimentação com comidas típicas, exposição de artesanato, parque de diversões, barracas temáticas e espaços de convivência. O intercâmbio cultural é fortalecido com a presença de grupos dos municípios amapaenses e de convidados de outras localidades da região amazônica.

Entre os destaques do evento está a celebração do Dia do Quadrilheiro, neste sábado, 27 de junho, com o espetáculo Arraiá do Quero Mais, reunindo os artistas Osmar Júnior e Rambolde Campos. A festividade segue até o dia 30 de junho com apresentações culturais diárias e concursos juninos.

O constante incentivo aos grupos folclóricos reforça o compromisso do Governo do Estado com a preservação das expressões artísticas e a valorização de todos os trabalhadores envolvidos no espetáculo, consolidando o Arraiá do Povo como uma das maiores vitrines culturais do Amapá.

O público lotou as arquibancadas e vibrou com as apresentações
O público lotou as arquibancadas e vibrou com as apresentações




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