ELAS 2026: Ministério Público e Cedimap são temas no encerramento do evento em Macapá
Representantes das instituições que compõe a Rede de Atendimento à Mulher (RAM) falaram sobre o papel no enfrentamento à violência de gênero.
Representantes das instituições que compõe a RAM falaram sobre o papel no enfrentamento à violência contra a Mulher. Dando continuidade aos debates da "Câmara A - Ação" do ELAS, nesta quinta-feira, 25, representantes da Rede de Atendimento à Mulher (RAM), do Ministério Público (MP-AP) e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedimap) debateram o papel de cada instituição no combate à violência de gênero.

A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Amapá (Cedimap), Isadora Canto, explicou sobre as ações focadas para o fortalecimento feminino e a relevância do tema no evento ELAS.
"Com 22 anos de atuação no Amapá, o Cedimap inicia a gestão 2026–2028 focado em fiscalizar, formular e monitorar políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. As prioridades atuais são a criação de um fundo de financiamento público e a implementação de conselhos municipais em todas as cidades. Como destacou a presidente, sem investimento no controle social, não há garantia de direitos", afirmou.
Clarisse Alcântara, amapaense de coração, criada no bairro do Laguinho, celebrou uma década de atuação como Promotora de Justiça. Como titular da 4ª Promotoria de Defesa da Mulher do Amapá, ela detalhou o trabalho da instituição, que une a repressão ao crime a um forte pilar preventivo. Esse trabalho inclui a fiscalização e a indução de políticas públicas, além do desenvolvimento de palestras e programas pedagógicos nas escolas.
"Este evento é fundamental para a sociedade amapaense. Ele serve de conscientização não apenas para as mulheres, mas também para os homens. Quando uma mulher é vítima de violência, todas nós somos", destacou a profissional.

Protagonismo feminino
Idealizado e liderado pela primeira-dama do Amapá, Priscilla Flores, o Encontro de Lideranças Femininas do Amapá (ELAS), surge como um evento pioneiro dedicado a celebrar, fortalecer e impulsionar o protagonismo das mulheres. Nesta segunda edição, o enfrentamento à violência de gênero ganhou um debate ainda mais profundo e detalhado.
"Reunimos mulheres potentes para debater a violência de gênero. O maior aprendizado é que elas não podem ficar sozinhas ou em silêncio. É fundamental desabafar com a família e buscar ajuda na Delegacia da Mulher ou na Casa da Mulher Brasileira. A rede de atendimento está pronta para apoiar", orienta.

A gestora destacou ainda, o sucesso de mais uma edição do ELAS: "Encerro este encontro com o coração aquecido e muito feliz. Ver mulheres do Amapá inteiro reunidas, inspiradas e conectadas em um espaço seguro de conversa é gratificante. Agradeço a todas que participaram e dividiram suas histórias, bem como aos parceiros que tornaram isso possível, como o Governo do Estado, o Sebrae e a Cufa Amapá. As mulheres só crescem no coletivo. Já estamos com as expectativas altas e queremos fazer ainda mais no próximo ano," celebra.

A representante de Movimentos Sociais, Raimunda Coutinho de Souza, 58 anos falou da relevância da representatividade das mulheres pretas, quilombolas, artesãs presentes em diversos cantos do estado.
"Estou aqui para buscar conhecimento para às companheiras que não puderam comparecer. É a segunda vez que participo e sem dúvida é fundamental principalmente para as bases que a gente trabalha, além de fortalecer o conhecimento das mulheres da minha casa", destaca.





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