'Aguçar a imaginação e o sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá', diz governador Clécio no translado do avião Bandeirante pelas ruas de Macapá
Alunos e população acompanham passagem da aeronave em um percurso que conecta memória, história e identidade entre antigas e novas gerações.
Clécio Luís afirmou que a ação já se tornou um fato histórico e reforça o sentimento de pertencimento do povo amapaense Um avião nas ruas de Macapá em 2026. Não é uma volta no tempo, mas um resgate histórico da identidade do Amapá. Assim avaliou o governador Clécio Luís o translado da aeronave Bandeirante, responsável por mais de 200 missões governamentais entre 1979 e 1998, que “decolou” por terra nesta quinta-feira, 21, do Hangar do Governo e “pousou” no Parque Residência, onde passará a integrar o acervo histórico e cultural do local.
“É algo tão importante que já se tornou um fato histórico. A criançada que viu adorou. E é isso que nós queremos: aguçar a criatividade, a imaginação e o sentimento amapaense, esse sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá. Tudo isso será contado pelo avião, pelo vagão da Icomi, pela residência e pelos objetos que compõem esse espaço, reunindo histórias desde a década de 1940 até os dias atuais”, enfatizou Clécio Luís.

O percurso de mais de três quilômetros passou por vias históricas, como a Avenida FAB, utilizada como pista de pouso e decolagem nas décadas de 1940 e 1950, quando funcionava como o primeiro aeroporto da cidade, e chamou a atenção da população, principalmente dos alunos das escolas estaduais Antônio João, Gabriel Almeida Café, Antônio Cordeiro Pontes e Barão do Rio Branco, que acompanharam a passagem da aeronave com entusiasmo.

A aluna Andrezza Ferreira, de 16 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Gabriel Almeida Café, viveu uma experiência única ao ver o Bandeirante passar em frente à unidade de ensino. Sem acreditar na cena, foi acompanhar de perto com os amigos e, já próxima da aeronave, chegou a subir em uma das asas, com o acompanhamento de agentes de segurança, sendo ovacionada pelas pessoas ao redor.

“Foi algo totalmente novo para mim. Em todas as escolas em que estudei, nunca vivi a experiência de ver um avião passando em frente à escola. E ter a oportunidade de ser escolhida para ficar em cima da asa foi incrível, a melhor experiência da minha vida. Quando ele estiver no Parque Residência, quero muito visitá-lo e conhecer mais sobre a história dele”, contou Andrezza.
Enquanto para os mais jovens o sentimento foi de entusiasmo, para os mais velhos a experiência foi marcada pela nostalgia. O professor e coronel da Polícia Militar do Amapá, Armando Alves Júnior, que foi ajudante de ordens do ex-governador Aníbal Barcelos entre 1987 e 1990, relembrou sua trajetória a bordo da aeronave Bandeirante, na qual participou de diversas missões dentro do Amapá e em outras regiões do Brasil em apoio ao desenvolvimento do estado.

“Dentro destas asas, dentro da cabine desta aeronave, muitos planejamentos foram conduzidos para que pudéssemos chegar onde estamos hoje, com um estado em desenvolvimento, tendo à frente o governador Clécio Luís. Ele está de parabéns pela homenagem e pelo registro de uma parte importante da história do nosso antigo Território Federal, hoje o nosso estado”, afirmou Alves.
Dos céus do Amapá à memória no chão
O avião Bandeirante chegou ao Amapá em 1981, incorporado ao serviço aéreo do então Território Federal do Amapá. A aeronave foi adquirida por meio de doação, em uma articulação institucional junto ao Ministério do Interior, representado por Mário Andreazza, e pelo governador do Território, Aníbal Barcelos.
Produzido pela EMBRAER, o Bandeirante é um turboélice bimotor. No Amapá, recebeu o prefixo FDL (Fox Delta Lima), possui envergadura de 14 metros e fuselagem de 22 metros. Por ser uma versão executiva, comporta dois pilotos e apenas sete passageiros. A aeronave foi amplamente utilizada em missões administrativas e de apoio à saúde no interior do estado até seu último voo, no fim da década de 90.







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