Estudante da rede pública do Amapá representará o Brasil em feira científica nos EUA com fertilizante da carcaça do caranguejo-uçá
Aos 17 anos, Ana Clara Rodrigues viaja pela segunda vez até a América do Norte levando sua pesquisa desenvolvida na Escola Alexandre Vaz Tavares.
Ana Clara, estudante, 17 anos, vai aos EUA apresentar pesquisa sobre processamento da caranguejo-uçá como fertilizante Ana Clara Rodrigues, de 17 anos, é a estudante amapaense da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares que mais uma vez rompe barreiras geográficas através da ciência. Em junho, ela viaja para os Estados Unidos para participar da Genius Olympiad, segunda maior feira científica do mundo, onde apresentará o projeto “K+: análise da farinha do processamento da carcaça do caranguejo-uçá, como uso orgânico para fertilizantes na sojicultura”.
A pesquisa da jovem é desenvolvida desde o ensino fundamental, por meio da iniciação científica “A ciência que eu faço”, criada pelo professor da rede estadual Aldeni Melo. A vaga para a feira internacional foi conquistada na XVI Mostra de Ciência e Tecnologia do Instituto Açaí (Mctia), realizada em 2025 em Belém, no Pará.

A proposta foi apresentada e premiada em feiras por todo o Brasil e em países da América Latina, além da International Science and Engineering Fair (Isef), maior feira estudantil do mundo, realizada também nos Estados Unidos. Na Genius Olympiad 2026, que acontece no início de junho, Ana Clara concorre à menção honrossa e bolsas de estudo, na categoria “animais e plantas”.

“Esse é um evento muito importante no meio científico mundial. E é muito gratificante para mim. Existem outros colegas que já foram para fora representar o nosso estado, e isso é muito importante. Não querendo romantizar, mas a gente é realmente mais afastado do restante do Brasil e temos mais dificuldades. E levar um projeto que nasceu aqui na rede pública, é excepcional para minha formação acadêmica e profissional”, afirma o estudante.
No ano passado, outros três estudantes representaram o Amapá na Genius Olympiad e conquistaram bolsas de estudo no Rochester Institute of Technology (RIT).

Para o diretor da Escola Alexandre Vaz Tavares, João Carlos Pinheiro, a conquista de Ana Clara é um orgulho para a educação pública amapaense, que tem se destacado cada vez mais.
“É uma grande satisfação tê-la em nossa escola e poder contribuir com o conhecimento e aperfeiçoamento por meio de nossas aulas. A gente recebeu essa notícia com muita alegria. Ela já é uma pesquisadora e uma referência para os outros alunos e jovens da educação pública.






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