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Macapá ,15/05/2026

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Operação Calha Norte desativa sete garimpos ilegais na fronteira entre Amapá e Pará

Força-tarefa com apoio aéreo mobilizou 80 agentes e destruiu escavadeiras, tratores, acampamentos clandestinos e milhares de litros de combustível usados na exploração ilegal de ouro na Amazônia


Operação Calha Norte desativa sete garimpos ilegais na fronteira entre Amapá e Pará FOTOS: AF/ILUSTRATIVA

Macapá (AP) – Uma grande operação integrada de combate ao garimpo ilegal desarticulou sete áreas de exploração clandestina de ouro na região de fronteira entre os estados do Amapá e Pará. Batizada de Operação Calha Norte, a ação ocorreu entre os dias 12 e 15 de maio e reuniu forças federais, estaduais e órgãos ambientais em uma ofensiva estratégica coordenada pelo Comando Conjunto de Operações Integradas da Amazônia (CCPI-Amazônia).

Participaram da operação equipes da Polícia Federal, Ibama, ICMBio, Força Nacional, além de agentes da Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP), Polícia Militar e do Grupo de Ações Rápidas e Especiais de Segurança Pública (GRAESP).


Ao todo, cerca de 80 agentes e cinco aeronaves foram mobilizados para alcançar regiões de difícil acesso no município de Laranjal do Jari, no sul do Amapá, em plena floresta amazônica. O emprego de apoio aéreo foi fundamental para localizar e acessar os pontos clandestinos instalados em áreas isoladas da mata.


Durante três dias de operação, as equipes percorreram toda a faixa de divisa entre Laranjal do Jari e o município paraense de Almeirim, onde encontraram garimpos em pleno funcionamento. Todos os sete pontos identificados foram interditados e completamente desativados.

As autoridades também realizaram a destruição de toda a estrutura utilizada na atividade ilegal. O saldo da ofensiva inclui a inutilização de acampamentos clandestinos, geradores de energia, dezenas de motores de diversos tipos, três quadriciclos, dois tratores e quatro escavadeiras hidráulicas, máquinas consideradas de alto potencial destrutivo ao meio ambiente.

Além disso, aproximadamente 3.300 litros de óleo diesel foram apreendidos. O combustível era utilizado para abastecer equipamentos empregados na extração irregular de minério e, segundo os órgãos ambientais, representava alto risco de contaminação ambiental em caso de derramamento na floresta ou nos cursos d’água da região.

Segundo os órgãos envolvidos, os impactos do garimpo ilegal na Amazônia são considerados severos e, em muitos casos, irreversíveis. A atividade provoca desmatamento acelerado, destruição de áreas de floresta nativa, alteração do curso dos rios e contaminação do solo e da água por mercúrio, substância tóxica amplamente utilizada no processo de separação do ouro.

Os danos atingem diretamente a biodiversidade da região, causando morte de espécies aquáticas e comprometendo recursos hídricos utilizados por comunidades tradicionais e populações ribeirinhas que dependem dos rios para alimentação, transporte e subsistência.

As forças de segurança afirmaram que os responsáveis pelas áreas ilegais já estão sendo identificados e poderão responder por crimes ambientais, além de processos administrativos e criminais previstos na legislação brasileira.

De acordo com o CCPI-Amazônia, operações integradas como a Calha Norte devem continuar ocorrendo de forma permanente e estratégica, com foco na desarticulação de organizações criminosas que atuam na exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia.




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