OPERAÇÃO RED LINE: Força integrada cumpre 28 mandados e atinge estrutura do crime organizado no Amapá
Ação coordenada da FICCO/AP mira lideranças, inclusive dentro do sistema prisional, e reforça política estadual de combate às facções
FOTOS: SEJUSP - AF/ILUSTRATIVA MACAPÁ (AP) – Uma operação de grande envergadura deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP) resultou no cumprimento de 28 mandados judiciais nos municípios de Macapá, Santana e também no sistema prisional do estado. A ação, batizada de Operação Red Line, teve como foco desarticular núcleos ligados ao crime organizado envolvidos em disputas territoriais e crimes violentos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares, mídias digitais e entorpecentes, materiais que devem subsidiar o avanço das investigações. Um dos pontos que mais chamou a atenção das autoridades foi a constatação de que lideranças criminosas continuavam coordenando atividades ilícitas mesmo estando presas.
De acordo com os investigadores, a apuração revelou uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de funções bem definida entre os integrantes, abrangendo desde o tráfico de drogas até o gerenciamento de armamentos e movimentações financeiras ilegais.
A operação contou com a atuação integrada de diversas forças de segurança, reforçando a estratégia de cooperação entre órgãos estaduais e federais no enfrentamento ao crime organizado no Amapá.
O secretário de Segurança Pública do estado, César Augusto Vieira, destacou a importância da ação conjunta e o trabalho contínuo das instituições.

Estamos intensificando o combate às organizações criminosas com ações estratégicas e integradas. O recado é claro: o Estado está presente e não vai permitir que facções imponham o medo à população, afirmou.
A iniciativa está alinhada à política de segurança pública do Governo do Amapá, que tem priorizado o enfrentamento ao crime organizado por meio de operações coordenadas, fortalecimento da inteligência policial e integração entre as forças de segurança.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, podendo alcançar outros envolvidos e ampliar o cerco contra as organizações criminosas que atuam no estado.





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