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Macapá ,13/03/2026

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Iapen instaura PAD e determina auditoria após suspeito de matar jovem em Santana ser identificado como foragido

Condenado por homicídio desde 2018, Cláudio Pacheco estava evadido do sistema penitenciário do Amapá quando cometeu o crime


Iapen instaura PAD e determina auditoria após suspeito de matar jovem em Santana ser identificado como foragido FOTO: AF/ILUSTRATIVA

Macapá (AP), 11 de março de 2026 — A direção do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) determinou, nesta quarta-feira (11), a abertura de uma apuração interna para investigar possíveis falhas na execução penal envolvendo Cláudio Pacheco, de 42 anos, conhecido como “Coringa”, apontado como autor do assassinato da jovem Ana Paula Viana Rodrigues, de 19 anos.

O crime ocorreu na tarde de segunda-feira (9), no Centro do município de Santana, dentro da loja onde a vítima trabalhava. Segundo as autoridades, a jovem foi morta por estrangulamento.

Pacheco foi localizado e preso poucas horas após o crime. No entanto, durante a verificação de seus antecedentes, as forças de segurança constataram que ele já possuía condenação por homicídio qualificado cometido em 2018 contra uma mulher de 24 anos. O suspeito constava como foragido do sistema penitenciário do Amapá após não retornar à unidade prisional, situação registrada no sistema.

Diante da gravidade do caso, o Iapen instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que será conduzido pela Corregedoria do sistema penitenciário estadual. A medida busca identificar eventuais falhas, responsabilidades, omissões ou negligências relacionadas ao acompanhamento da execução penal do condenado.

Em nota oficial, a instituição informou que a investigação administrativa tem como objetivo garantir a transparência e a correta apuração dos fatos.

“O PAD tem por finalidade identificar possíveis falhas, responsabilidades e punir eventuais omissões ou negligências”, destacou o órgão.

Além da abertura do processo disciplinar, a direção do Iapen também determinou a realização de uma auditoria completa nos registros de movimentação carcerária, com o objetivo de verificar possíveis inconsistências no fluxo de informações entre o sistema penitenciário e o Poder Judiciário.

Ainda de acordo com a instituição, conforme estabelece o Artigo 684 do Código de Processo Penal, o apenado poderia ser preso imediatamente em qualquer abordagem policial, uma vez que constava oficialmente como foragido no sistema, sem necessidade de expedição de um novo mandado de prisão.

O Iapen reforçou, por fim, seu compromisso com a transparência e informou que prestará todos os esclarecimentos técnicos solicitados pela Justiça dentro do prazo legal.




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