Operação RENORCRIM 4 bloqueia mais de R$ 5,3 milhões e atinge finanças do crime organizado no Amapá
Ação coordenada nacionalmente tem liderança estratégica da DRACO/AP e cumpre mais de 140 mandados no estado
FOTOS: AF/ILUSTRATIVA Nesta quarta-feira (29), a Polícia Civil do Amapá apresentou os resultados consolidados da Operação RENORCRIM 4, uma ofensiva de alcance nacional voltada ao combate ao crime organizado. A ação é promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi).
No estado, a operação foi executada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO/AP), que concentrou esforços no enfraquecimento do braço financeiro de grupos criminosos. Como resultado, foram bloqueados e apreendidos R$ 5.302.476,18 em ativos, evidenciando um duro golpe nas estruturas econômicas das organizações ilícitas.
A estratégia priorizou o combate à lavagem de dinheiro e a neutralização de patrimônios adquiridos ilegalmente. Entre os principais números apresentados estão bloqueios realizados por meio do sistema SISBAJUD, que somaram R$ 516.752,18, além de R$ 850 mil indisponibilizados via Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB).
A operação também resultou na retirada de circulação de 18 veículos, sendo 13 carros e 5 motocicletas, avaliados em cerca de R$ 1,19 milhão. Outros 74 veículos (39 motos e 35 carros) foram alvo de bloqueio, totalizando aproximadamente R$ 2,73 milhões em valores.
No campo operacional, a DRACO/AP cumpriu 74 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão preventiva, demonstrando alta eficiência investigativa.
Apesar do protagonismo da unidade amapaense, a RENORCRIM 4 evidenciou forte integração entre estados brasileiros. O monitoramento financeiro identificou ramificações em cinco unidades da federação. O Amapá liderou o volume de valores bloqueados via SISBAJUD, seguido por Amazonas, Pará, Ceará e São Paulo.
Segundo o delegado Estefano Santos, titular da DRACO/AP, a estratégia vai além das prisões. “O foco não é apenas prender indivíduos, mas esvaziar financeiramente as facções. Retirar o capital dessas organizações é a forma mais eficaz de impedir o financiamento de novas atividades ilícitas”, destacou.
Para a Polícia Civil, o êxito da operação reafirma o compromisso do estado com o uso de inteligência e tecnologia no enfrentamento ao crime organizado. A RENORCRIM 4 se consolida como um marco na atuação integrada entre forças estaduais e federais, elevando o nível de repressão às organizações criminosas na região Norte do país.





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