Governo do Amapá realiza cirurgia inédita em bebê de 6 meses para recuperar via aérea e evitar traqueostomia
Procedimento realizado no início da semana, no Hospital da Criança e do Adolescente, repara sequela de intervenção cardíaca e devolve bem-estar ao pequeno paciente.
Cirurgia de ″Lareralização de Cordas Vocais″ é considerada de alta complexidade e foi a primeira do tipo a ser realizada no Amapá, dentro do HCA O Governo do Amapá alcançou um marco histórico na saúde pública pediátrica na última terça-feira, 23, com a realização da primeira cirurgia de "Lateralização de Cordas Vocais" do estado. O procedimento de alta complexidade foi feito no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) no pequeno Anthony Gabriel, de apenas seis meses. O bebê apresentava uma paralisia na prega vocal esquerda, sequela de uma cirurgia cardiológica realizada anteriormente em São Paulo.
A intervenção inédita foi fundamental para desobstruir a garganta do paciente, eliminando a necessidade de uma traqueostomia (orifício artificial definitivo na garganta para ajudar na respiração), garantindo à criança uma recuperação mais humanizada e funcional.
O sucesso da operação representa um avanço na autonomia médica do Amapá, que passa a tratar casos antes obrigatoriamente enviados para o Sudeste.
"Esta é a primeira cirurgia de lateralização da corda vocal feita pelo Governo do Estado e faz parte do Projeto Respirar, que visa recuperar a via aérea das crianças e que funciona todas as segundas-feiras, aqui no HCA", explicou o cirurgião torácico Fábio de Oliveira.

Segundo o especialista, o método é raro no Brasil.
"É um evento pouco comum de ser indicado, usado para evitar a traqueostomia, que é muito invasiva. O objetivo é reconstituir o caminho do ar e preservar a função pulmonar plena do bebê", pontuou o médico, responsável também pelo Projeto Respirar.
Respirando aliviado
Para a mãe de Anthony, Helen Mayara, de 32 anos, o procedimento foi a resposta para uma jornada de angústias. Após a cirurgia no coração em solo paulista, o bebê retornou ao Amapá entubado e com dificuldades severas.

"Meu filho estava muito cansado e, imediatamente após o trabalho aqui no HCA, o cansaço cessou. Ele saiu do oxigênio na hora", relatou Helen, emocionada.
Embora um ajuste técnico precise ser refeito na próxima segunda-feira, a mãe celebra o impacto imediato.
"Funcionou no meu bebê e vai ajudar muitos meninos a não precisarem daquele furo no pescoço, que gera tanto sofrimento", torce a mãe.
A implementação de técnicas de vanguarda, como a endoscopia respiratória infantil, reflete os investimentos do Estado na qualificação de equipes e na modernização das unidades.
Projeto Respirar
Atualmente, o Projeto Respirar já acompanha cerca de 80 menores que dependem de cuidados contínuos para voltarem a viver plenamente.
"Antes, a falta de especialização nos obrigava a enviar esses pacientes para fora. Agora, mesmo com estrutura em fase de ampliação, nossa técnica pessoal e o empenho da equipe permitem que o Amapá lidere esses procedimentos", ressaltou Fábio de Oliveira, responsável pela iniciativa, que funciona todas as segundas-feiras à tarde no HCA.
A expectativa é que, com a inauguração e o pleno aparelhamento do novo Hospital da Criança e do Adolescente, o serviço se torne uma referência ainda mais robusta para toda a região Norte. Segundo a diretora do HCA, Cleud Rodrigues, o êxito deste caso reforça o compromisso da gestão com a excelência.
"Este procedimento inovador é o reflexo de um governo que acredita no potencial de seus profissionais e investe na rede. Ver o pequeno Anthony respirando sem auxílio nos motiva a acelerar a entrega da nova unidade, que será um divisor de águas para as famílias amapaenses", concluiu a diretora.






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