Jovem de 19 anos é executada com tiros na cabeça em área isolada de Macapá
Corpo de moradora do habitacional Macapaba foi encontrado às margens da Linha E; perícia aponta execução com intenção de morte imediata
FOTOS : PC-AP - AF/ILUSTRATIVA MACAPÁ (AP) – A jovem Tamires França dos Santos, de 19 anos, foi encontrada morta na madrugada deste domingo (18) em um local isolado às margens da Linha E, com acesso pela Rodovia AP-440 (KM 9), na zona rural da capital amapaense. A vítima, moradora do habitacional Macapaba, foi executada com disparos de arma de fogo na região da cabeça, em um crime de extrema violência.
De acordo com a Polícia Científica, pelo menos três perfurações foram identificadas na cabeça da jovem. A dinâmica do crime indica forte intenção de incapacitação imediata, característica comum em execuções.
O corpo foi localizado por moradores que passavam pelo local e acionaram a Polícia Militar. A área foi isolada para os trabalhos periciais, que confirmaram que o homicídio ocorreu exatamente no ponto onde o corpo foi encontrado.
O perito criminal Odair Monteiro, responsável pela análise preliminar, explicou que a quantidade de sangue no local reforça essa conclusão.
> “A quantidade de sangue nos permite afirmar que ela foi morta aqui. Ela estava calçada, com sandálias, e se tivesse sido transportada, provavelmente teria perdido pelo caminho”, afirmou.
O laudo inicial indica que o crime ocorreu entre a madrugada e o início da manhã. A rigidez cadavérica apontou que o corpo estava no local havia pelo menos duas horas antes da chegada da equipe pericial.
Apesar de tatuagens visíveis terem levantado a suspeita inicial de que se tratava de uma jovem conhecida da Polícia Militar pelo prenome Tamires, a identificação oficial só foi confirmada após os primeiros procedimentos investigativos. O corpo será submetido a exames complementares, como análises papiloscópicas, odontológicas e, se necessário, de DNA, para a consolidação dos dados.
Sobre a arma utilizada no crime, o perito destacou que a ausência de munições no local pode indicar o uso de um revólver, embora a confirmação dependa de exames mais aprofundados.
> “Identificamos lesões de entrada e saída, porém não encontramos nenhuma munição. Os exames complementares é que vão confirmar”, explicou.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que já iniciou diligências para identificar os autores e a motivação do crime. A polícia informou ainda que dois irmãos da vítima já haviam sido mortos em confrontos armados anteriores, informação que pode auxiliar na linha investigativa.
A população pode colaborar com as investigações por meio de denúncias anônimas, pelo telefone (96) 99170-4302.





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