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Macapá ,13/10/2026

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OPERAÇÃO SANGRIA: POLÍCIA CIVIL MIRA ESQUEMA MILIONÁRIO DE FRAUDES E LAVAGEM DE DINHEIRO NO AMAPÁ

Investigação da DRACO aponta prejuízo estimado em R$ 60 milhões entre 2022 e 2026; buscas alcançaram 16 endereços em Macapá e Brasília


OPERAÇÃO SANGRIA: POLÍCIA CIVIL MIRA ESQUEMA MILIONÁRIO DE FRAUDES E LAVAGEM DE DINHEIRO NO AMAPÁ PC-AP - AF/ILUSTRATIVA

MACAPÁ (AP) — A Polícia Civil do Amapá deflagrou a Operação Sangria, uma ofensiva contra uma organização criminosa investigada por um suposto esquema milionário de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Segundo as informações policiais, o prejuízo patrimonial causado à empresa vítima é estimado em aproximadamente R$ 60 milhões.

A operação foi conduzida pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO/PCAP) e ocorreu simultaneamente em Macapá, no Amapá, e Brasília, no Distrito Federal, onde as equipes contaram com apoio operacional da Polícia Civil do Distrito Federal.

Ao todo, ordens judiciais de busca e apreensão expedidas pela Justiça do Amapá foram cumpridas em seis endereços residenciais e dez empresariais ligados aos investigados. Entre os locais alvos estão uma barbearia e outras empresas situadas na capital amapaense e no bairro Sudoeste, em Brasília.

De acordo com a investigação da DRACO, o esquema teria funcionado entre 2022 e 2026, a partir da alta gestão de uma empresa privada.

A Polícia Civil identificou uma estrutura organizada com divisão de funções entre diferentes grupos: um núcleo gerencial, um núcleo financeiro e um chamado núcleo “noteiro”.

Empresas apontadas como de fachada teriam sido utilizadas para emitir notas fiscais frias, simulando serviços que não teriam sido prestados ou a entrega de mercadorias inexistentes.

Na sequência, conforme a apuração policial, integrantes ligados ao setor financeiro autorizavam os pagamentos dessas notas. Dessa forma, recursos da companhia teriam sido desviados e posteriormente submetidos a mecanismos destinados a ocultar sua origem.

Um dos pontos mais surpreendentes da investigação ocorreu em abril de 2026.

Segundo a Polícia Civil, o principal investigado, que exercia função de gestor da empresa, procurou as autoridades para comunicar o suposto furto de quatro embarcações.

A denúncia acabou desencadeando diligências que mudaram o rumo do caso.

As investigações apontaram que a comunicação do furto teria sido fraudulenta. Conforme a DRACO, as embarcações teriam sido repassadas pelo próprio gestor como garantia de pagamento a um suposto agiota, depois que ele acumulou dívidas pessoais milionárias.

O episódio também teria resultado na abordagem indevida de dois advogados que prestavam serviços à empresa vítima.

As investigações indicam ainda que parte dos recursos desviados teria sido utilizada para bancar um padrão elevado de vida dos envolvidos.

Entre as despesas investigadas estão viagens, gastos familiares, aluguel de aeronaves privadas e construções particulares de alto padrão.

A apuração também aponta que recursos e até mão de obra da própria empresa vítima teriam sido empregados em obras particulares.

Segundo as informações policiais, somente o principal investigado teria recebido mais de R$ 13 milhões diretamente em contas pessoais e de familiares.

Durante a Operação Sangria, os policiais apreenderam materiais considerados importantes para o avanço das investigações, incluindo celulares, computadores, mídias digitais, veículos e dinheiro em espécie.

A Justiça também autorizou a extração forense e a quebra de sigilo dos dados armazenados nos dispositivos apreendidos.

O material passará por análise especializada e poderá revelar novas movimentações financeiras, conexões entre os investigados e eventual participação de outras pessoas ou empresas.

A Operação Sangria continua em andamento, e as investigações deverão avançar a partir da análise do material apreendido.

Os envolvidos são tratados como investigados, e eventuais responsabilidades criminais deverão ser individualizadas no decorrer do inquérito, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.

Fonte: Polícia Civil do Estado do Amapá

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🪶 Jornalista Aldenor Filho




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