13 SÃO PRESOS EM AÇÃO CONTRA SUSPEITA DE CRIMES ELEITORAIS NO AMAPÁ; CERCA DE R$ 50 MIL SÃO APREENDIDOS
Operação integrada da Inteligência da Sejusp e do GTA também apreendeu arma de fogo, munições, materiais de campanha e anotações; suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal
SEJUSP - AF/ILUSTRATIVA MACAPÁ (AP) — Uma ação integrada da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e do Grupo Tático Aéreo (GTA) resultou na prisão em flagrante de 13 pessoas, nesta sexta-feira (2), sob suspeita de envolvimento em crimes eleitorais no Amapá.
Segundo informações divulgadas pela Sejusp, a operação ocorreu após trabalho de inteligência identificar movimentações financeiras consideradas suspeitas e que, conforme a apuração inicial das forças de segurança, estariam relacionadas a possível financiamento irregular de campanha eleitoral.
Durante a ofensiva, foram recolhidos aproximadamente R$ 50 mil em dinheiro, além de uma arma de fogo, munições, materiais de campanha e anotações contendo registros que serão analisados pelas autoridades.
Os 13 envolvidos foram conduzidos à Polícia Federal, órgão responsável pela apuração de crimes eleitorais no âmbito de suas atribuições, para os procedimentos legais, esclarecimentos e análise do material apreendido.
Até o momento, as informações disponibilizadas não detalham a identidade dos conduzidos, eventual vínculo deles com candidaturas ou partidos, nem apontam qual campanha seria beneficiária dos recursos investigados. Esses elementos dependem do avanço das investigações e da manifestação das autoridades responsáveis pelo caso.
A ação acontece em um momento de reforço da fiscalização eleitoral no Amapá. O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro, enquanto a Justiça Eleitoral realiza os últimos procedimentos de preparação e auditoria dos sistemas e das urnas no estado.
A Sejusp informou que mantém ações de inteligência e fiscalização em apoio à Justiça Eleitoral, com o objetivo de preservar a segurança, a ordem pública e a regularidade do processo eleitoral.
A ocorrência desta sexta-feira não deve ser confundida com outra investigação eleitoral realizada no Amapá nesta semana.
Na quinta-feira (1º), a Polícia Federal cumpriu medidas em investigação conjunta com o Ministério Público Eleitoral envolvendo suspeitas de compra de votos, coação eleitoral e eventual utilização indevida da estrutura pública. Naquela ação, foram apreendidos aproximadamente R$ 1,85 milhão, além de valores em moedas estrangeiras. A investigação envolve sete pessoas e, segundo as informações divulgadas, não houve prisões naquela operação.
Portanto, tratam-se de ocorrências distintas: a ação desta sexta-feira, segundo a Sejusp, terminou com 13 pessoas presas e aproximadamente R$ 50 mil apreendidos, enquanto a operação anterior da PF e do Ministério Público Eleitoral resultou na apreensão de cerca de R$ 1,85 milhão.
A apreensão de dinheiro ou material eleitoral, isoladamente, não determina responsabilidade criminal. Caberá à investigação estabelecer a origem e a destinação dos recursos, a finalidade das anotações e materiais encontrados e a eventual participação individual de cada pessoa conduzida.
Os envolvidos são tratados como suspeitos, e eventual responsabilidade criminal ou eleitoral dependerá da apuração, da atuação do Ministério Público Eleitoral e das decisões da Justiça.
A Sejusp afirmou que continuará apoiando as ações destinadas a garantir a segurança e a transparência do pleito no Amapá.
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🪶 Jornalista Aldenor Filho




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