EUA avaliam novas sanções contra Moraes após caso envolvendo sigilo de fonte jornalística
Caso envolvendo jornalista do Maranhão amplia repercussão sobre liberdade de imprensa; Washington analisa novas medidas contra ministro do STF
AF/ILUSTRATIVA Brasília – Washington – O governo dos Estados Unidos avalia impor novamente sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a novas controvérsias envolvendo decisões do magistrado e liberdade de expressão.
A possibilidade foi revelada pelo Financial Times e repercutida pela Reuters. Moraes já havia sido alvo da Lei Global Magnitsky em 2025.
Entre os episódios que ganharam repercussão está a investigação envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, na qual medidas autorizadas por Moraes levaram à identificação de uma fonte ligada a reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
O caso provocou reação de entidades de imprensa, que alertaram para os riscos de violação do sigilo da fonte, garantia prevista no artigo 5º da Constituição Federal e considerada essencial ao exercício do jornalismo.
Moraes sustenta, por outro lado, que a proteção constitucional não pode servir para impedir a investigação de possíveis crimes e afirma que existem indícios que justificam a apuração.
Agora, o episódio também ganha dimensão internacional. Washington analisa novas medidas contra o ministro, mas até o momento não há confirmação oficial de que novas sanções tenham sido aplicadas.
O caso coloca novamente no centro do debate os limites das investigações judiciais e uma das principais garantias da imprensa: o direito do jornalista de preservar suas fontes.
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Jornalista Aldenor Filho




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