FICCO DEFLAGRA OPERAÇÃO 'USUFRUTO PROIBIDO' CONTRA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA QUE LAVAVA DINHEIRO COM COMÉRCIOS EM MACAPÁ
Investigação aponta que grupo roubava joias de ouro, utilizava familiares como "laranjas" e investia o dinheiro ilícito na abertura de empresas para ocultar a origem dos recursos.
AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – 6 de agosto de 2026
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Usufruto Proibido, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por roubos qualificados e lavagem de dinheiro em Macapá.
Durante a ofensiva, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça com base nas investigações conduzidas pelas forças de segurança.
De acordo com a apuração, o grupo criminoso atuava principalmente no roubo de joias de ouro, que posteriormente eram comercializadas para obtenção de recursos financeiros. O dinheiro obtido de forma ilícita era utilizado na abertura e manutenção de estabelecimentos comerciais, mecanismo empregado para dar aparência de legalidade aos valores provenientes das atividades criminosas.
As investigações também revelaram que os suspeitos utilizavam familiares e pessoas próximas como "laranjas", registrando empresas e bens em nome de terceiros para ocultar a verdadeira propriedade do patrimônio e dificultar a atuação das autoridades.
A operação mobilizou equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, instituições que integram a FICCO e atuam de forma coordenada no combate às organizações criminosas no estado.
Todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à análise pericial e investigativa, com o objetivo de fortalecer o conjunto probatório, identificar outros possíveis integrantes da organização e rastrear o patrimônio adquirido com recursos oriundos da atividade criminosa.
Os investigados permanecerão à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem para aprofundar a identificação dos envolvidos e ampliar o levantamento dos bens supostamente adquiridos de forma ilícita.
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Aldenor Filho – Diretor Jornalista




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