GTA desarticula esquema de tráfico de armas e munições em Macapá e prende três suspeitos durante a Operação Protetor
Ação integrada entre inteligência policial e equipes táticas apreendeu armas, centenas de munições e equipamentos utilizados para abastecer organizações criminosas na zona norte da capital
FOTOS: GTA - AF/ILUSTRATIVA MACAPÁ (AP) – Uma operação realizada na noite desta segunda-feira (15) pelo Grupo Tático Armado (GTA), com apoio da Coordenadoria de Inteligência e Operações Policiais (DACIOP/Sejusp), resultou na desarticulação de uma rede de armazenamento e comércio ilegal de armas e munições que atuava nos bairros Pantanal e Renascer 1, na zona norte de Macapá.
A ação, integrada à Operação Protetor, culminou na prisão em flagrante de três pessoas e na apreensão de um vasto arsenal composto por armas de fogo, munições de diversos calibres, equipamentos táticos e materiais utilizados na recarga e fabricação de munições.
De acordo com informações da inteligência policial, as equipes receberam denúncias de que um homem identificado como Amós Ramos Miranda estaria comercializando munições para integrantes de organizações criminosas nas proximidades da praça do bairro Pantanal. Diante das informações, os policiais se deslocaram até a Rua Elcir Rodrigues, onde localizaram o suspeito em frente à sua residência.
Ao perceber a aproximação das equipes, Amós demonstrou nervosismo e tentou se afastar, mas foi abordado pelos agentes. Durante a revista pessoal, os policiais encontraram uma caixa contendo cartuchos calibre 28. Questionado, o suspeito admitiu possuir outras munições armazenadas em sua residência, além de materiais utilizados para recarga.
Com autorização do morador, as equipes realizaram buscas no imóvel e encontraram munições de calibres 12 e 28, além de ferramentas e insumos empregados na montagem de cartuchos. Durante a abordagem, Amós revelou aos policiais que adquiria o material de Alan de Araújo Ferreira, residente no bairro Renascer 1.
As informações levaram os agentes até um imóvel localizado na Rua Racionalismo, onde foram recebidos por Conceição Maia de Araújo, que autorizou a entrada da equipe. Logo na área interna da residência, os policiais localizaram caixas contendo munições calibre 16.
Durante as diligências, Andreia de Araújo Ferreira, irmã de Alan, admitiu participação na comercialização do material. Em seguida, uma busca detalhada no quarto utilizado por Alan revelou um verdadeiro arsenal.
Entre os itens apreendidos estavam armas de fogo calibres 12, 20 e 22, centenas de munições para pistolas e revólveres dos calibres 9mm, .38, .357 e .40, além de rádios comunicadores HT, lunetas, tonfa, equipamentos táticos e grande quantidade de insumos destinados à recarga e fabricação de munições.

Diante das evidências encontradas, Amós Ramos Miranda, Alan de Araújo Ferreira e Andreia de Araújo Ferreira receberam voz de prisão em flagrante. Segundo a polícia, não houve necessidade do uso de algemas, e os suspeitos foram conduzidos em condições físicas normais ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), no bairro Pacoval.
Todo o material apreendido foi apresentado ao delegado de plantão, que adotou os procedimentos legais cabíveis. Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao comércio ilegal de armas e munições, além de possíveis vínculos com organizações criminosas.
A Operação Protetor continua com novas diligências para identificar outros envolvidos no esquema e aprofundar as investigações sobre a origem do arsenal apreendido e a extensão da rede de distribuição criminosa no estado.
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