Governo do Amapá promove formação estratégica para educação antirracista nos municípios
Evento capacita servidores para atuarem como multiplicadores nas unidades escolares.
A iniciativa tem como objetivo formar esses profissionais para que atuem diretamente como multiplicadores de gestão de resultados O Governo do Amapá promoveu nesta quarta-feira, 10, uma formação estratégica voltada à educação antirracista nas escolas estaduais. O evento aconteceu no auditório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Macapá, com a participação de 25 servidores representantes dos municípios.

“Estamos nesse momento de conversa sobre equidade, um desafio histórico de reparação. A temática equidade, racismo, não pode ficar só na secretaria, e é por isso que estamos aqui hoje nessa formação”, afirma a secretária de Estado da Educação (Seed), Simone Guedes.
A iniciativa tem como objetivo formar esses profissionais para que atuem diretamente como multiplicadores de gestão de resultados, replicando as diretrizes pedagógicas e administrativas de suas respectivas regiões. Além do protocolo antirracista também está em vigor a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais (Pneerq).

“A gente está nesse movimento das políticas de equidade e pensou-se em fazer essa formação para a multiplicação nos municípios. Então, estamos socializando conhecimentos, repassando informações para capacitar a rede, fazer esse diálogo para implementar o protocolo antirracista na rede”, explica o gerente do Núcleo de Educação Étnico-Racial (Neer/Seed), Arimilton Silva.
A capacitação é aplicada pelo formador Lucas Cardoso, da Dendezê, instituição de consultoria parceira da Seed, juntamente com a Motriz. Segundo ele, o evento auxiliará em questões do cotidiano das escolas.

"Estamos aqui hoje para falar um pouco sobre a equidade na educação. Então, a ideia é discutir um pouco de como que a gente pode utilizar dados para entender os diferentes parâmetros de diagnóstico educacionais dentro da rede e, especificamente, como que a gente consegue identificar, dentro desses dados, as disparidades da equidade racial para a educação. A ideia é que a gente não deixe ninguém para trás e comece a trabalhar com uma educação que seja mais inclusiva e equitativa para todos os alunos do estado do Amapá", comenta.
Uma das formadoras participantes é Josefa Pereira, que elogia a iniciativa por oferecer ferramentas e metodologias para monitorar e garantir a eficácia das políticas públicas educacionais.

"Nós estamos em uma formação estratégica voltada para as relações étnico-raciais, em que nós vamos ver a quantidade de avanços que nós tivemos durante todo esse tempo que, enquanto professores formadores, possamos levar para as nossas salas de aula, para outros professores. E é importante nós sabermos a evolução e todas as ações que nós estamos desenvolvendo dentro das relações étnico-raciais. Não só a questão dos dados em si, mas também o efeito que isso causa diretamente nos nossos estudantes negros e não negros”, afirma Josefa.





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