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Macapá ,03/06/2026

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Procura por casos de baixa complexidade mantém alta demanda no Hospital de Emergência de Macapá

Dados da classificação de risco mostram predominância de atendimentos moderados e pouco urgentes entre os dias 29 de maio e 1º de junho.

agenciaamapa.com.br
Procura por casos de baixa complexidade mantém alta demanda no Hospital de Emergência de Macapá Os dados da classificação de risco, monitorados pela unidade apontam que mais de 84% da demanda atendida na unidade correspondeu a casos de média e baixa complexidade

O Hospital de Emergência (HE) de Macapá registrou predominância de atendimentos classificados como urgência moderada e pouco urgente entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2026. Os dados da classificação de risco, monitorados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apontam que mais de 84% da demanda atendida na unidade correspondeu a casos de média e baixa complexidade.

Durante os quatro dias analisados, foram contabilizados 3.147 atendimentos classificados. Desse total, 1.535 pacientes receberam classificação de "urgência moderada" e 1.133 foram considerados "pouco urgentes". Os casos de maior gravidade representaram uma parcela menor da demanda, com 22 atendimentos classificados como emergência e 437 como muito urgentes. Também foram registrados quatro casos relacionados a Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O diretor do Hospital de Emergência, Djalma Guedes, destacou que os números reforçam uma realidade enfrentada diariamente pela unidade, referência estadual para atendimentos de alta complexidade.

Djalma Guedes, diretor do Hospital de Emergência
Djalma Guedes, diretor do Hospital de Emergência
Foto: Junior Nery/Sesa

“Grande parte da demanda que chega ao Hospital de Emergência é formada por pacientes que poderiam ser atendidos na atenção primária ou nas unidades de pronto atendimento. Quando esses casos procuram diretamente o hospital, há impacto no fluxo assistencial e maior pressão sobre uma estrutura que precisa estar preparada para situações graves e de risco à vida”, explicou o diretor.

O levantamento aponta que o maior volume de atendimentos classificados como urgência moderada ocorreu em 29 de maio, com 570 registros. Já os casos classificados como pouco urgentes tiveram maior incidência no mesmo dia, totalizando 409 atendimentos.
Segundo Djalma, o protocolo de classificação de risco é fundamental para organizar o atendimento e garantir prioridade aos pacientes em estado crítico.

“O Hospital de Emergência trabalha seguindo critérios clínicos rigorosos. Os pacientes classificados nas categorias de maior gravidade recebem atendimento prioritário, enquanto os casos menos complexos são atendidos conforme a avaliação de risco realizada pela equipe multiprofissional”, ressaltou.

Além da classificação de risco, o monitoramento identificou que a hipertensão arterial e o diabetes mellitus permanecem entre as principais condições crônicas dos pacientes atendidos na unidade. Durante o período analisado, foram registrados 720 pacientes hipertensos e 385 diabéticos, reforçando a importância do acompanhamento contínuo desses usuários na rede de atenção básica.

Grande parte da demanda que chega ao HE é de pacientes que poderiam ser atendidos na atenção primária
Grande parte da demanda que chega ao HE é de pacientes que poderiam ser atendidos na atenção primária
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

O Hospital de Emergência é referência estadual para atendimento de vítimas de trauma, acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos e outras ocorrências graves. Por isso, a Sesa orienta que pacientes com sintomas leves, dores sem sinais de agravamento, renovação de receitas médicas e outras demandas de baixa complexidade procurem inicialmente as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“A população precisa compreender o papel de cada serviço da rede. Quando os casos leves são direcionados corretamente, conseguimos dar mais agilidade aos atendimentos de urgência e emergência, garantindo assistência mais eficiente para quem realmente necessita de cuidados especializados”, enfatizou o diretor.

A Secretaria de Estado da Saúde segue acompanhando diariamente os indicadores da classificação de risco para fortalecer o planejamento assistencial e garantir maior eficiência no atendimento à população amapaense.




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