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Macapá ,27/05/2026

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Para fortalecer resolução de crimes no Amapá, polícias Científica e Penal coletam DNA de condenados no Iapen

Ação ocorreu nos dias 26 e 27 de maio com detentos do Cadeião. Desde dezembro de 2025, todos os apenados do regime fechado devem integrar banco de perfis genéticos.

agenciaamapa.com.br
Para fortalecer resolução de crimes no Amapá, polícias Científica e Penal coletam DNA de condenados no Iapen Meta é garantir que todos os novos ingressos no sistema prisional que se enquadrem nos requisitos legais tenham o perfil genético cadastrado

Para fortalecer investigações criminais e impulsionar a resolução de crimes, o Governo do Amapá realizou uma força-tarefa para coleta de amostras do DNA de apenados do regime fechado no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A ação integrada entre as polícias Científica e Penal colheu material genético de detentos custodiados na Penitenciária Masculina nos dias 26 e 27 de maio.

Metodologia permite elucidação célere de crimes
Metodologia permite elucidação célere de crimes
Foto: Luiz Santana/Sejusp

A iniciativa ocorre de acordo com a Lei de Execução Penal e segue um cronograma intensificado desde dezembro de 2025, quando foi ampliado para 100% dos apenados do regime fechado a inclusão no Banco de Perfis Genéticos. Antes da atualização, o cadastro era feito somente com presos condenados por crime doloso praticado com violência grave, crimes contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável.

“É um trabalho importante e estratégico, uma vez que permite à Justiça tanto responsabilizar com celeridade os envolvidos em práticas criminosas, como também absolver inocentes com uma prova confiável. Com esse trabalho que realizamos aqui, ganha toda a sociedade”, esclareceu o diretor do Iapen, Luiz Carlos Gomes. 

Luiz Carlos Gomes, diretor do Iapen
Luiz Carlos Gomes, diretor do Iapen
Foto: Iapen/Divulgação

‘Match’ entre Justiça e Segurança Pública

Na prática, a tecnologia funciona como uma "digital biológica". O DNA dos condenados é confrontado com vestígios biológicos (como sangue, saliva ou cabelo) coletados em cenas de crimes não solucionados. Essa correspondência entre o perfil genético prévio e o vestígio biológico de uma cena criminal é chamada pelos peritos de “match”.

A coleta é feita de forma rápida e indolor, utilizando um swab para retirar células da mucosa bucal dos internos
A coleta é feita de forma rápida e indolor, utilizando um swab para retirar células da mucosa bucal dos internos
Foto: Luiz Santana/Sejusp

A coleta é feita de forma rápida e indolor, utilizando um swab (espécie de haste de algodão) para retirar células da mucosa bucal dos internos. O procedimento não fere a integridade física do detento e gera um banco de dados altamente confiável. Uma vez processados, os perfis de DNA são inseridos na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.

A meta do Executivo estadual é garantir que todos os novos ingressos no sistema prisional que se enquadrem nos requisitos legais tenham o perfil genético cadastrado, mantendo o banco de dados do Amapá permanentemente atualizado e integrado ao Sistema Nacional.




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