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Macapá ,23/05/2026

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Da paralisação a mil empregos gerados: como o Governo do Amapá trabalha para retomar mineração em Pedra Branca e Serra do Navio

Articulação da gestão estadual garantiu retomada histórica da atividade e reacendeu a economia na região.

agenciaamapa.com.br
Da paralisação a mil empregos gerados: como o Governo do Amapá trabalha para retomar mineração em Pedra Branca e Serra do Navio Amapá Minerals amplia operações e projeta até 2 mil empregos diretos e indiretos na região.

Após quase quatro anos de paralisação das atividades minerais em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, o Governo do Amapá consolidou, nesta sexta-feira, 12, um marco histórico para a economia do estado, com a entrega da última licença necessária para o início pleno das operações da empresa Amapá Minerals. O ato, conduzido pelo governador Clécio Luís e pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, simboliza o resultado de quase três anos de articulação institucional, política, jurídica e ambiental para garantir a retomada da mineração na região.

A reativação do setor mineral integra os compromissos estabelecidos no Plano de Governo da atual gestão estadual, que encontrou o empreendimento completamente parado ainda em 2022, antes mesmo do início do mandato. Desde então, o Governo do Estado iniciou um trabalho contínuo de prospecção de investidores e diálogo com empresas do setor para reconstruir a confiança no ambiente de negócios do Amapá.

“São mais de três anos de trabalho. Em 2022, antes de assumirmos o mandato, a mina parou sua operação. Então, nos anos de 2023 a 2025, nós trabalhamos muito para encontrar no mercado empresas sérias que quisessem vir pro Amapá fazer investimento para gerar emprego, renda, dignidade e desenvolvimento econômico”, destacou o governador Clécio Luís.

Governador Clécio Luís entrega licenças que oficializam retomada das operações da Amapá Minerals.
Governador Clécio Luís entrega licenças que oficializam retomada das operações da Amapá Minerals.
Foto: Ruam Alves/GEA.

Impacto social e retomada da economia

O governador destacou o caráter histórico da entrega das licenças e o impacto social da retomada econômica na região.

“Desde o ano passado, uma empresa realizou todos os estudos e começou a se implantar aqui no estado, a Amapá Minerals. Hoje foi um dia decisivo e histórico, pois demos a licença de operação, a certificação da empresa e a outorga de água. Então, a operação agora funciona a plenos pulmões. Mil empregos gerados de cara e pode chegar até 2 mil”, comemorou Clécio Luís.

Área da antiga mina permaneceu sem atividades por anos até início do processo de retomada.
Área da antiga mina permaneceu sem atividades por anos até início do processo de retomada.
Foto: Divulgação

Instalada no estado desde setembro do ano passado, a Amapá Minerals substituiu a antiga operação da Tucano Gold e iniciou um amplo processo de reestruturação da mina. Desde então, o empreendimento já gerou cerca de mil empregos diretos e indiretos, com aproximadamente 70% do quadro de funcionários formado por trabalhadores amapaenses. A expectativa é que o número de postos de trabalho chegue a até 2 mil nos próximos meses.

Um dos maiores ciclos de investimento

O presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, destacou a atuação conjunta entre o Governo do Estado e a bancada federal amapaense para viabilizar o empreendimento.

“Essa é a prova clara de que o resultado de um trabalho orquestrado com maestria, profissionalismo e uma execução séria entre Governo do Estado, senador Davi e a Bancada Federal do Amapá faz com que a dignidade aconteça”, afirmou Pitaluga.

Wandenberg Pitaluga e Clécio Luís durante visita técnica a uma das cavas da mina em Pedra Branca do Amapari.
Wandenberg Pitaluga e Clécio Luís durante visita técnica a uma das cavas da mina em Pedra Branca do Amapari.
Foto: Ruam Alves/GEA.

A expectativa é que a retomada da mineração represente um dos maiores ciclos de investimentos econômicos recentes do estado. A empresa estima investir R$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos três anos, sendo que R$ 370 milhões já foram aplicados na fase inicial de reativação da mina e da planta industrial.

Retorno econômico para o Estado

Além da geração de empregos, o empreendimento deve garantir retorno aproximado de R$ 600 milhões aos cofres públicos por meio de impostos, royalties e fundos compensatórios. A projeção é de impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e no PIB per capita dos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, fortalecendo também setores como comércio, serviços e logística.

“Desde que a Amapá Minerals assumiu a operação em 2025, um trabalho sério e responsável vem sendo realizado para reativar a mina. Agora, com a fase de testes da usina de beneficiamento e o início gradual das operações, já são cerca de mil empregos gerados entre diretos e indiretos, com potencial para alcançar até 2 mil postos de trabalho”, reforçou Pitaluga.

Reunião realizada em janeiro deste ano entre Clécio Luís, Davi Alcolumbre, Wandenberg Pitaluga e representantes da Amapá Minerals.
Reunião realizada em janeiro deste ano entre Clécio Luís, Davi Alcolumbre, Wandenberg Pitaluga e representantes d




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