Entre rios e esperança: indígenas recebem atendimento especializado em ação de saúde no Tumucumaque
Onuapo Aparai Waiãpi e Morokoripy Apalai estão entre os pacientes atendidos durante mobilização do Governo do Amapá, que leva especialistas e cuidado humanizado às aldeias indígenas da região.
Onuapo Aparai Waiãpi fez coleta de sangue e teve atendimento ambulatorial No coração do Parque do Tumucumaque, onde o acesso só é possível após longas viagens de barco e avião, a chegada da assistência especializada em saúde representa mais do que uma consulta: é dignidade, acolhimento e esperança para dezenas de famílias indígenas.
Entre os pacientes atendidos na ação estão os indígenas Onuapo Aparai Waiãpi e Morokoripy Apalai, que receberam acompanhamento médico especializado sem precisar deixar suas comunidades.
Onuapo procurou atendimento durante a mobilização e destacou a importância da presença das equipes de saúde nas aldeias. Para ele, a ação aproxima os serviços das comunidades que vivem em áreas remotas e enfrentam dificuldades para acessar consultas e exames.
“É importante porque muitas vezes a gente não consegue sair da aldeia para buscar atendimento. Quando a saúde vem até nós, fica mais fácil cuidar da nossa família”, relatou.
Já Morokoripy Apalai recebeu atendimento com cardiologista, uma especialidade de difícil acesso para quem vive distante dos centros urbanos. O acompanhamento permitiu avaliação clínica, orientações e encaminhamentos necessários para continuidade do cuidado.
“Fiquei feliz de conseguir consultar com médico do coração aqui perto da minha comunidade. Isso ajuda muito a nossa saúde”, contou.

A mobilização reúne profissionais de diferentes áreas, levando consultas, exames, atendimentos multiprofissionais e orientações de saúde às comunidades indígenas do Tumucumaque. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Amapá em ampliar o acesso à saúde especializada para populações que vivem em regiões de difícil acesso.
Ação integrada em saúde
A ação, que ocorre de 11 a 15 de maio no Parque do Tumucumaque, nasceu da preocupação das próprias lideranças indígenas com as dificuldades enfrentadas pelas comunidades para acessar serviços especializados de saúde.
A mobilização foi articulada pela Associação das Mulheres Indígenas Wayana e Aparaí, reunindo parceiros institucionais e o apoio do Governo do Estado, além do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará, Conselho Estadual de Saúde Indígena (Coesi), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Corpo de Bombeiros e outras instituições que somaram esforços para garantir assistência.






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