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Macapá ,30/04/2026

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'Foi uma alegria saber que ela ia operar', diz filha de paciente que passou por cirurgia de videolaparoscopia no Zera Fila do Governo do Amapá

Adriele Andrade relata com emoção o cuidado humanizado que a mãe, Andreia de Souza, recebe no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima.

agenciaamapa.com.br
'Foi uma alegria saber que ela ia operar', diz filha de paciente que passou por cirurgia de videolaparoscopia no Zera Fila do Governo do Amapá O hospital já realizou 1.605 procedimentos pelo programa Zera Fila por meio da Videolaparoscopia

Uma pedra na vesícula provocou, por sete meses, fortes dores em Andreia de Souza. A paciente, atendida no programa Zera Fila do Governo do Amapá, não imaginou que na rede pública de saúde pudesse ter acesso a videolaparoscopia, um método de cirurgia minimamente invasiva que utiliza microcâmera, permitindo maior precisão e uma recuperação mais rápida.

O procedimento foi realizado no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal) na quarta-feira, 29, traz menor risco de infecção e menor sangramento, e foi um alívio para Adriele Andrade, filha da paciente, que acompanhou de perto todo o acolhimento ofertado à mãe na unidade.

“Desde a primeira consulta, todo o acompanhamento, exames e orientações que deram pra gente foi muito bom. Eu achei ótimo o atendimento, desde a recepção, os enfermeiros, os técnicos. Foi a primeira vez que ela precisou passar por uma cirurgia, ela estava muito nervosa, teve até uma pequena queda de pressão, mas deu tudo certo”, contou Adriele.

Adriele Andrade, filha da paciente
Adriele Andrade, filha da paciente
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

Moradoras de Afuá, no Pará, mas vivendo há alguns anos em Macapá, a jovem relembra que a mãe já apresentava crises de dor há alguns anos, mas sem diagnóstico definido. 

“A gente achava que podia ser outra coisa, até pré-diabetes. Só depois de exames, já em 2025, descobrimos que era a vesícula. A cirurgia foi indicada, mas só agora, no início do ano conseguimos realizar, pelo programa Zera Fila”, explicou.

O chamado para o procedimento veio de forma inesperada e rápida. “Ontem, ela foi fazer um exame e, quando chegou em casa, ligaram dizendo que ela precisava se internar porque já ia operar. Foi tudo muito rápido. Ela internou ontem e, hoje, já fez a cirurgia”, relatou.

Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

Para a família, o momento trouxe não apenas alegria, mas também tranquilidade. Isso porque, nos próximos dias, outra filha também precisará passar por cirurgia.

“Foi uma alegria e até um alívio, porque no dia 6, minha irmã mais nova vai fazer um procedimento para retirada de um cisto. A notícia das duas cirurgias chegou no mesmo dia, mas, graças a Deus, minha mãe conseguiu operar antes e vai poder acompanhar minha irmã”, disse.

Tecnologia que transforma e humaniza

Marco Galan, cirurgião e chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hcal
Marco Galan, cirurgião e chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hcal
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

De acordo com o cirurgião e chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hcal, Marco Galan, a videolaparoscopia representa um avanço significativo na saúde pública do estado.

“É uma evolução muito grande para o nosso serviço; trazendo benefícios imensos principalmente para os pacientes, com menor tempo de internação, recuperação mais rápida, menos complicações e retorno mais precoce às atividades”, destacou.

O hospital já realizou 1.605 procedimentos pelo programa Zera Fila utilizando a técnica. Desses, mais de 700 cirurgias desse tipo foram para retirada da vesícula, chamada colecistectomia videolaparoscópica.

As cirurgias são feitas por vídeo, evitando cortes maiores no abdômen. trazendo ganhos para o paciente, com o tempo de cirurgia menos, recuperação e alta hospitalar mais rápidas
As cirurgias são feitas por vídeo, evitando cortes maiores no abdômen. trazendo ganhos para o paciente, com o tempo de cirurgia menos, recuperação e alta hospitalar mais rápidas
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

“As cirurgias são feitas por vídeo, evitando aqueles cortes maiores no abdômen. Quem ganha é o paciente: o tempo de cirurgia é mais rápido, a recuperação também, assim como a alta hospitalar e a volta às atividades”, explicou Galan.

O médico ressalta que a tecnologia vai além desse tipo de procedimento. “Existe um leque muito grande de cirurgias que podem ser realizadas com essa técnica, como cirurgias intestinais, de hérnia de hiato, oncológicas, entre outras”, completou.

Impacto positivo

médica Rosália Freitas, diretora técnica do programa Zera Fila
médica Rosália Freitas, diretora técnica do programa Zera Fila
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

A diretora técnica do programa Zera Fila, médica Rosália Freitas, reforça o impacto da tecnologia na assistência.

“É uma tecnologia em que o médico não tem acesso direto ao interior do paciente. Ele se guia pelo que está vendo na tela, com precisão milimétrica, o que reduz o trauma cirúrgico e melhora a recuperação. Em muitos casos, o paciente recebe alta em até 24 horas”, explicou.

Para Adriele e sua família, mais do que números, o que fica é o sentimento de gratidão. “Só temos a agradecer. Foi tudo muito rápido, organizado e com muito cuidado. Agora é focar na recuperação dela”, concluiu.

Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

Saúde da Gente

O Zera Fila integra o programa Saúde da Gente, do Governo do Amapá, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que atua na descentralização e no fortalecimento da assistência em todo o estado, com a implantação de novos hospitais regionais, ampliação de especialidades e estratégias como Mais Visão, Mais Saúde Vascular, Mais Sorriso e a Carreta Delas, voltadas à redução da demanda reprimida por atendimentos e serviços de saúde.




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