Mulher é indiciada por infanticídio após morte de recém-nascido em Porto Grande, no Amapá
Polícia Civil conclui que bebê nasceu com vida e morreu por asfixia perinatal após ausência de cuidados essenciais
FOTOS: PC-AP - AF/ILUSTRATIVA A Polícia Civil do Estado do Amapá concluiu as investigações sobre a morte de um recém-nascido em Porto Grande e indiciou uma mulher de 26 anos pelo crime de infanticídio. O desfecho do inquérito foi anunciado nesta quarta-feira (29) e encerra a apuração iniciada após o caso registrado em dezembro de 2024.

De acordo com os autos, no dia 13 de dezembro, a suspeita deu entrada em uma unidade hospitalar do município com fortes dores abdominais e sangramento vaginal. Apesar de apresentar sinais clínicos compatíveis com uma gestação em estágio avançado, ela negou estar grávida. Após receber atendimento médico inicial, deixou a unidade, mas retornou horas depois ainda com quadro hemorrágico.
No mesmo dia, familiares levaram ao hospital o corpo do bebê, já sem vida e envolto em um lençol. Segundo relataram, a criança havia sido encontrada dentro da residência da investigada. Diante da situação, a equipe médica confirmou o óbito e acionou imediatamente as autoridades policiais.
As investigações conduzidas pela delegacia local apontaram que o parto ocorreu dentro da residência, sem qualquer tipo de assistência médica. O ponto central da apuração está nos exames periciais, que comprovaram que o recém-nascido nasceu com vida e chegou a apresentar sinais vitais.
Ainda conforme os laudos, a causa da morte foi identificada como asfixia perinatal, agravada pela ausência total de cuidados essenciais após o nascimento. Na prática, o bebê sobreviveu ao parto, mas não resistiu pela falta de socorro imediato.
Com base no conjunto de provas reunidas, incluindo perícias técnicas e depoimentos, a autoridade policial entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para o enquadramento do caso como infanticídio.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora devem analisar o caso e adotar as medidas legais cabíveis.





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