Hospital da Mulher Mãe Luzia fecha março com 1,3 mil internações e mais de 1,5 mil assistência pelo pronto atendimento
Mesmo com demanda acima da capacidade, período sazonal e obras em andamento, unidade mantém o fluxo de acolhimento às pacientes
Ainda que operando acima da capacidade, HMML garante assitência a toda paciente que recorre à unidade O Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), referência no atendimento ao público feminino no Amapá, tem mantido a assistência às pacientes mesmo diante do aumento sazonal da demanda registrado entre os meses de março e julho. A unidade segue operando acima da capacidade, mas garantindo atendimento de qualidade, com equipes preparadas e foco na qualidade do cuidado oferecido às mulheres.
"A gente já tem uma rotina de que vai passar por um período de maior procura. Só no mês de março tivemos cerca de 1.300 internações, além dos atendimentos de até 24 horas. só no pronto atendimento, foram 1.580 assistência. É um volume significativo, mas seguimos atendendo e garantindo assistência a todas as pacientes”, destacou a diretora do hospital, Cristiani Barros.
Segundo a gestora, esse aumento está relacionado a fatores característicos do período, como o pós-Carnaval, quando há maior procura por atendimentos ligados a complicações gestacionais, além do crescimento no número de partos decorrentes de gestações iniciadas em períodos festivos e de férias. O HMML também concentra os casos de maior complexidade, sendo referência para atendimentos de alto risco em todo o estado.

Cristiani Barros também ressalta que o cenário de maior demanda ocorre simultaneamente a um processo de reestruturação da unidade, com obras em andamento nos setores mais sensíveis do hospital.
"Estamos passando por reforma em áreas estratégicas, como o CPN [Centro de Parto Normal] e o bloco obstétrico, o que também impacta na dinâmica dos atendimentos neste momento. Por outro lado, essas melhorias já começam a refletir em avanços, com a entrega de duas novas enfermarias que permitiram a abertura de 12 novos leitos, ampliando a capacidade e garantindo mais conforto às pacientes”, enfatizou.

Fluxo da rede
Outro ponto destacado é a importância do fortalecimento do fluxo assistencial na rede de saúde. A orientação é que as pacientes busquem inicialmente as Unidades Básicas de Saúde, responsáveis pelo atendimento inicial, exames e encaminhamentos, contribuindo para um fluxo mais organizado e efetivo em toda a rede.
Mesmo com o cenário desafiador, a unidade segue avançando em melhorias estruturais que visam qualificar o atendimento e ampliar a capacidade instalada, reforçando o compromisso do Governo do Amapá com a humanização dos serviços de saúde.
A alta demanda impacta principalmente no tempo de espera, especialmente nos casos classificados como menos urgentes. Ainda assim, todas as pacientes recebem atendimento, com prioridade para situações de maior gravidade e garantia de recuperação segura para aquelas que já estão internadas.
Foto: Júnior Nery/SesaNúmeros reforçam aumento na procura
Os dados da unidade evidenciam o crescimento da demanda. Em fevereiro, foram registradas cerca de 790 internações. Já em março, esse número saltou para aproximadamente 1.300 internações, além de 1.580 atendimentos de pronto atendimento, caracterizados por permanência inferior a 24 horas.
O hospital também oferece cerca de 49 tipos de serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo atendimentos ambulatoriais, triagem, urgência e emergência obstétrica, o que reforça seu papel estratégico na assistência à saúde da mulher no estado.

Assistência reconhecida pelas pacientes
Apesar do aumento no fluxo, a qualidade do atendimento tem sido reconhecida por quem passa pela unidade. Cilene Oliveira Lima, acompanhada do marido, Gesaías Marques Monteiro, pais do pequeno Gael, nascido há dois dias no hospital, destaca a evolução do serviço ao longo dos anos.
Moradora do bairro Congós, Cilene conta que todos os seis filhos que tem hoje nasceram no HMML e diz que, nos útimos anos, percebeu melhorias significativas na estrutura e no acolhimento.
“Hoje está bem melhor. Antes era mais cheio e não tinha conforto. A gente precisava trazer ventilador de casa. Agora tem mais estrutura, e o atendimento está sendo muito bom, com atenção e cuidado”, relatou.

Para ela, mesmo com o movimento intenso, a assistência tem sido garantida. “Está cheio, mas ninguém deixa de ser atendido. Estou sendo bem cuidada”, completou.
O cenário reforça o compromisso do Governo do Amapá em assegurar atendimento digno e humanizado, mesmo diante dos períodos de maior demanda, com investimentos contínuos na estrutura e no fortalecimento da rede de saúde.





COMENTÁRIOS