Governo do Amapá apoia mobilização escolar de combate ao feminicídio, em Macapá
Ação da Escola Mário Quirino reuniu caminhada, debates e apresentações culturais para conscientizar sobre a violência contra a mulher.
Os participantes se reuniram no hall de entrada antes de seguir pelas ruas ao redor da escola Em meio ao aumento dos casos de feminicídio no Brasil e à recente comoção no Amapá, a Escola Estadual Mário Quirino, em Macapá, promoveu, com apoio do Governo do Estado, na sexta-feira, 27, uma ampla mobilização envolvendo alunos, professores e movimentos sociais.
Com caminhada, exposições de alunos com representações de cenas de violência, debates e apresentações culturais, a ação buscou sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância do respeito às mulheres e da prevenção à violência de gênero desde a base educacional.
A diretora da instituição, Giza Braz, destacou que o enfrentamento ao feminicídio é uma pauta permanente no ambiente escolar.
“O feminicídio não começa com a morte, mas com palavras, humilhações e desvalorização da mulher. Por isso, trabalhamos a educação para o respeito durante todo o ano”, frisou a gestora.

A escola desenvolve projetos contínuos voltados à diversidade, abordando temas como igualdade de gênero, bullying, saúde mental e a Lei Maria da Penha.
“A educação não pode ficar apenas dentro da sala de aula. Precisamos ir para fora, mostrar e dar visibilidade quando situações estão afetando toda a comunidade”, afirmou.
Mobilização coletiva
A programação reuniu diferentes segmentos da sociedade, incluindo coletivos femininos, sindicatos e grupos culturais, em um ato simbólico e educativo dentro e fora da escola. A iniciativa também abriu espaço para manifestações artísticas e reflexivas sobre a causa.
A integrante do coletivo Juremas, Maria Lua, explicou a proposta da participação na programação.
“Estamos trazendo exposições fotográficas e promovendo debates com os estudantes sobre juventude e protagonismo feminino. Também trabalhamos a produção de poemas com essa temática.”
Perspectiva dos alunos
Para os alunos, a experiência vai além da sala de aula e contribui diretamente para a formação cidadã. A estudante Kelly Beatriz, do 1º ano do ensino médio, falou sobre o impacto da ação.
“Esse tipo de atividade traz conscientização para os alunos. É um assunto que infelizmente ainda acontece muito, e o trabalho influencia quem assiste. Acho isso muito errado e precisamos falar sobre isso", disse a aluna.

Já o aluno Cristiano Silva, também do 1º ano, compartilhou uma reflexão pessoal.
“Eu acho esse evento importante porque muitas mulheres sofrem. Na minha família já aconteceu isso, e eu aprendi que nenhum homem deve bater em uma mulher. As mulheres devem ser respeitadas”, comentou.

O papel da educação
A iniciativa reforça o papel da escola na formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com o respeito e a igualdade, promovendo reflexões e incentivando mudanças de comportamento entre os jovens.
Dados recentes mostram que o feminicídio segue como uma preocupação crescente no país. Nesse contexto, iniciativas como a da Escola Mário Quirino tornam-se essenciais para a prevenção e orientação.
O combate à violência contra a mulher começa com informação, diálogo e educação.






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