Governo do Amapá deflagra megaoperação interestadual contra grupos criminosos e cumpre 89 mandados de prisão, busca e apreensão
Mais de 100 policiais participaram da ação estratégica em Macapá, Santana e no Iapen, além dos estados do Pará, Amazonas e Roraima.
A Operação ‘Labirinto de Creta’ empenhou mais de 100 policiais para o cumprimento de 40 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão A madrugada desta sexta-feira, 27, iniciou com uma megaoperação ativada pelo Governo do Estado para capturar criminosos e demolir uma rede de atividades financeiras ilícitas. A Operação ‘Labirinto de Creta’ empenhou mais de 100 policiais para o cumprimento de 40 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.
A ação já contabiliza 21 prisões no Amapá e nove no Pará, resultado de uma extensa investigação da Polícia Civil do Amapá (PC-AP), que identificou o núcleo de distribuição de entorpecentes e lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita. Em dois anos, o volume desse capital chegou a R$ 22 milhões, motivando também o bloqueio de valores e imóveis dos alvos da operação.
“A mensagem é clara e está dada, de que no Amapá o crime não compensa e estamos preparados para combater e reprimir toda e qualquer atividade ilícita, estejam os indivíduos direta ou indiretamente vinculados. A proteção e o sentimento de segurança da nossa sociedade são prioridade”, enfatizou o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cézar Vieira.

O secretário destacou, ainda, a ampla integração das forças de segurança no Amapá. Além das unidades especializadas da Polícia Civil, também participaram militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, Polícia Penal, Polícia Federal e Grupo Tático Aéreo (GTA) da Sejusp.
Derrubada do ‘labirinto’
“Labirinto de Creta” é uma referência direta à mitologia grega e representa a complexa estrutura instalada pelo grupo criminoso para tentar ocultar a origem do dinheiro adquirido por meio do narcotráfico. As investigações identificaram uso de contas de “laranjas”, empresas de fachada e plataformas de apostas on-line.
A figura do minotauro, presente no mito, representaria criminosos que, mesmo custodiados no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e na Penitenciária do Pará, continuavam a interagir com a rede ilícita.

Mesmo com todo esse esforço para encobrir as ações delituosas, o delegado de Polícia Civil Estéfano Santos, titular da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), enfatizou a habilidade técnica da Segurança Pública no rastreio dos valores, qualificação dos suspeitos e desarticulação das atividades criminosas, numa verdadeira derrubada desse “labirinto”.
“São mais de 100 ordens judiciais cumpridas hoje no âmbito da operação, ampla integração entre as polícias do Amapá e dos outros estados. No Pará, por exemplo, foram realizadas prisões nas cidades de Belém e Santarém, houve o sequestro de contas bancárias e patrimônio dos criminosos. Os resultados são expressivos”, concluiu Santos.






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