Governo do Amapá assina parcerias estratégicas com a Anater para fortalecer agricultura familiar e combater praga da mandioca
Com mais de R$ 26 milhões em investimentos, iniciativas terão execução do Rurap e foco na assistência técnica, segurança alimentar e produção sustentável
Executor dos recursos, a participação do Rurap é considerada central para o sucesso das ações, devido à sua capilaridade e experiência no atendimento direto às comunidades rurais, indígenas e tradicionais Nesta quinta-feira (26), o Governo do Amapá formalizou, em Brasília, a assinatura de três Instrumentos Específicos de Parceria (IEPs) com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), voltados ao fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (Ater) no estado. As iniciativas somam mais de R$ 26 milhões e têm como foco principal o enfrentamento da praga conhecida como vassoura de bruxa da mandioca, além da promoção de sistemas produtivos sustentáveis.
Os recursos do governo federal para políticas de assistência técnica e extensão rural, bem como os recursos emergenciais para o combate à doença da mandioca, são transferidos à Anater pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), ao qual a Agência é legalmente vinculada. A Anater, por sua vez, contrata e gerencia os programas com as entidades parceiras, como o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), responsável pela execução direta das ações, levando os programas às comunidades beneficiadas em todo o estado.
Três frentes estratégicas
Os IEPs abrangem três frentes principais:
- Programa de Ater Socioambiental voltado aos povos indígenas do município de Oiapoque, atenderá mil famílias nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã. A iniciativa busca conter os impactos da praga Rhizoctonia theobromae, que já compromete a produção de mandioca e ameaça a segurança alimentar de comunidades tradicionais.
- Agricultores familiares com atendimento a 1.127 famílias, o objetivo é garantir respostas rápidas à emergência fitossanitária, oferecendo orientação técnica, recuperação produtiva e fortalecimento da cadeia da mandioca, essencial para a economia e subsistência local.
- Programa Nacional de Florestas Produtivas prevê a implantação de sistemas agroflorestais em 850 estabelecimentos rurais, distribuídos em 18 projetos de assentamento da reforma agrária. A proposta alia produção e conservação ambiental, promovendo geração de renda de forma sustentável na região amazônica.
A participação do Rurap é considerada central para o sucesso das ações, devido à sua capilaridade e experiência no atendimento direto às comunidades rurais, indígenas e tradicionais. O instituto será responsável pela execução técnica, mobilização das famílias, acompanhamento em campo e implementação das estratégias definidas em cada programa.
Para o diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, a assinatura dos IEPs representa um avanço significativo para o desenvolvimento rural do estado.

“A assinatura desses instrumentos marca um momento estratégico para o Amapá. Estamos unindo esforços para enfrentar uma crise fitossanitária que impacta diretamente a vida de milhares de famílias, ao mesmo tempo em que fortalecemos políticas públicas estruturantes. O Rurap terá um papel fundamental na execução dessas ações, garantindo que a assistência técnica chegue com qualidade, eficiência e respeito às realidades locais. Vamos atuar de forma integrada, levando soluções sustentáveis, promovendo segurança alimentar e ampliando as oportunidades de produção e renda no campo”, destacou.
Com duração prevista de 24 meses, os programas devem gerar impactos diretos na recuperação da produção agrícola, na proteção dos sistemas tradicionais e no fortalecimento da agricultura familiar, consolidando o papel da assistência técnica como instrumento essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Amapá.
Recursos e alcance
Ao todo, os investimentos superam R$ 26 milhões e estão direcionados principalmente ao enfrentamento da crise fitossanitária que ameaça a produção de mandioca na região Norte. A vassoura de bruxa já afeta milhares de famílias, colocando em risco a segurança alimentar.
A iniciativa beneficiará diretamente mais de 2.900 famílias entre indígenas, agricultores familiares e assentados da reforma agrária, configurando uma emergência sanitária agrícola com impacto regional e potencial repercussão nacional, envolvendo temas estratégicos como segurança alimentar, produção rural e sustentabilidade na Amazônia.

O presidente da Anater, Camilo Capiberibe, afirmou que o dia de hoje representa um marco histórico para a assistência técnica rural no Amapá. Segundo ele, a assinatura de instrumentos de parceria com o ministro Paulo Teixeira garante um volume inédito de recursos para o setor.
“O repasse de R$ 26 milhões permitirá modernizar práticas agrícolas, fortalecer associações e garantir maior presença técnica no campo”, disse Capiberibe.
Do total, aproximadamente R$ 15 milhões serão destinados ao enfrentamento da praga da mandioca, enquanto cerca de R$ 11 milhões irão para projetos de florestas produtivas.
O ministro Paulo Teixeira destacou que o governo federal busca garantir soberania alimentar no Amapá, seguindo diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a prioridade é conter o fungo que afeta a produção agrícola no estado e ampliar o apoio às comunidades rurais. O ministro também reforçou que o programa de florestas produtivas contribuirá para impulsionar a economia agrícola local e promover desenvolvimento sustentável.






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