Bebês internados no Hospital da Criança e Adolescente passam a receber medicação preventiva contra doenças respiratórias
Medicamento já estava disponível na rede estadual desde fevereiro e foi aplicado em recém-nascido prematuro internado há dois meses na UTI da unidade, seguindo critérios do Ministério da Saúde.
Nirsevimabe é um medicamento utilizado na prevenção de complicações respiratórias graves em bebês, especialmente contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) O Hospital da Criança e do Adolescente (HCA/PAI), em Macapá, passou a aplicar o "Nirsevimabe", medicamento utilizado na prevenção de complicações respiratórias graves em bebês, especialmente contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite na primeira infância. O Governo do Amapá recebeu as doses do imunizante em fevereiro e realizou o abastecimento das unidades hospitalares da rede estadual, garantindo a disponibilidade da medicação para o público elegível conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
No Hospital da Criança e Adolescente, e no Pronto Atendimento Infantil (PAI), a aplicação foi realizada em um bebê que está internado há cerca de dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O recém-nascido nasceu prematuro, com 31 semanas de gestação, e apresenta comorbidades, incluindo broncodisplasia pulmonar, condição respiratória crônica comum em prematuros, fatores que o enquadram nos critérios para o uso do medicamento.
O primeiro paciente a receber o imunizante no estado foi atendido no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). Com a ampliação da oferta, O Hospital da Criança e Adolescente e o PAI também passaram a utilizar o Nirsevimabe como estratégia de prevenção para bebês internados que apresentam maior risco de complicações respiratórias.

“Nosso primeiro paciente a receber a medicação no hospital é um bebê possui comorbidades. Ele tem broncodisplasia pulmonar, que é uma doença crônica, comum em recém-nascidos prematuros, e é um dos critérios para indicação do medicamento”, explicou André Ricardo, enfermeiro responsável técnico pela Sala de Vacinação do PAI.
A utilização do nirsevimabe integra as ações de prevenção adotadas pelo Estado durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, intensificado pelo período chuvoso na região. O medicamento é um anticorpo monoclonal (projetados para reconhecer e se ligar a um alvo específico no corpo) que oferece proteção imediata contra o VSR, reduzindo o risco de agravamento do quadro clínico, internações prolongadas e complicações em bebês mais vulneráveis.
Foto: Gabriel Maciel/Sesa





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