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Macapá ,04/03/2026

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PF deflagra 2ª fase da Operação Paroxismo e cumpre mandados contra suspeitos de fraudes na Saúde em Macapá

Ação autorizada pelo STF mira suposto direcionamento de licitações e desvio de recursos na construção do Hospital Geral Municipal; servidores são afastados por 60 dias


PF deflagra 2ª fase da Operação Paroxismo e cumpre mandados contra suspeitos de fraudes na Saúde em Macapá

MACAPÁ (AP) – Na manhã desta quarta-feira (4), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga supostas fraudes em licitações na área da saúde no município de Macapá. Endereços ligados ao prefeito Dr. Furlan (PSD) foram alvo de mandados de busca e apreensão, cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação ocorre simultaneamente em três estados — Amapá, Pará e Rio Grande do Norte — e envolve o cumprimento de 13 mandados judiciais. Na capital amapaense, além de endereços relacionados ao chefe do Executivo municipal, outros locais considerados estratégicos pelos investigadores também foram alvo das diligências.

Por decisão do STF, servidores públicos foram afastados de suas funções pelo prazo de 60 dias. Conforme apurado pelo portal, o prefeito e vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (MDB), estaria entre os investigados, embora a lista oficial dos envolvidos não tenha sido divulgada até o momento.

Primeira fase

A Operação Paroxismo foi deflagrada inicialmente em julho do ano passado, quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Macapá e em outros municípios do estado. Na ocasião, foram identificados indícios de um suposto esquema envolvendo agentes públicos e empresários, com possíveis desvios de recursos destinados à contratação de serviços e aquisição de equipamentos para a rede municipal de saúde.
Durante a primeira etapa, os agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e valores em espécie. Depoimentos colhidos ao longo da investigação reforçaram as suspeitas de direcionamento de processos licitatórios em favor de empresas específicas. Também foram apontados indícios de lavagem de dinheiro relacionados aos repasses públicos.

Foco no Hospital Geral

Nesta segunda fase, as apurações concentram-se na licitação para a execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a Polícia Federal, há indícios consistentes de que o processo licitatório teria sido manipulado para beneficiar determinados grupos empresariais, com possível desvio de verbas públicas e práticas ilícitas como sonegação fiscal e lavagem de recursos.
As autoridades destacam que as medidas judiciais adotadas têm como objetivo preservar a integridade das investigações, evitar interferências na coleta de provas, assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e responsabilizar os envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Atualização

Às 10h30 desta quarta-feira (4), a Polícia Federal informou que as buscas seguem em andamento. Mais detalhes deverão ser apresentados em coletiva de imprensa prevista para a tarde de hoje.
O espaço permanece aberto para manifestações da Prefeitura de Macapá e dos citados na investigação.




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