PF investiga suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Macapá envolvendo obra de hospital de R$ 69 milhões
Gestão do prefeito Dr. Furlan volta a ser alvo de apuração; investigação aponta suspeita de licitação fraudulenta e repasse de valores em espécie
A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Macapá MACAPÁ (AP) – A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Macapá relacionado à construção de um hospital municipal orçado em R$ 69 milhões. Os recursos para a obra são provenientes de emendas parlamentares.
De acordo com as informações apuradas, a investigação apura indícios de irregularidades no processo licitatório, que teria sido direcionado, configurando possível fraude. A suspeita é de que a concorrência tenha ocorrido com favorecimento prévio à empresa vencedora.
Imagens de câmeras de segurança, que integram o inquérito, mostram o empresário Rodrigo de Queiroz Moreira, sócio da empresa responsável pela construção da unidade hospitalar, sacando R$ 400 mil em espécie e colocando o dinheiro em uma mochila. Segundo a PF, o valor teria sido posteriormente entregue em um veículo registrado em nome do prefeito de Macapá, Dr. Furlan.

A defesa do prefeito ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor das investigações.
Não é a primeira vez que a atual gestão municipal entra na mira das autoridades. Durante as eleições de 2020, o então candidato Dr. Furlan foi citado em reportagem do Jornal da Band sobre suposta compra de votos.
À época, a denúncia também mencionava o promotor de Justiça João Paulo Furlan, irmão do prefeito, que atuava no Ministério Público do Amapá. A Corregedoria Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público identificou indícios de irregularidades e determinou o afastamento do promotor, decisão posteriormente mantida pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público.

O processo criminal envolvendo o prefeito e o irmão segue em tramitação.
A construção do hospital, que deveria ter sido concluída em outubro de 2025, encontra-se atrasada. No ano passado, o prefeito se envolveu em episódio de tensão com profissionais da imprensa ao ser questionado sobre o cronograma da obra.
Procurados pela reportagem, o prefeito Dr. Furlan e a conselheira Ivana Lúcia Franco Sei não responderam até o fechamento desta matéria. O promotor João Paulo Furlan negou qualquer participação em irregularidades e informou que irá recorrer das decisões que o atingem.
A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Macapá.





COMENTÁRIOS