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Macapá ,04/09/2026

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FACHIN TIRA MENDONÇA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS E ESVAZIA OFENSIVA DE MORAES CONTRA MINISTRO

Presidente do STF manda retirar pedido de investigação do processo relatado pelo próprio Alexandre de Moraes e determina análise separada; PGR e André Mendonça terão prazo para se manifestar


FACHIN TIRA MENDONÇA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS E ESVAZIA OFENSIVA DE MORAES CONTRA MINISTRO AF/ILUSTRATIVA

Brasília, 4 de setembro de 2026 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) a retirada do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

A medida representa uma intervenção direta da Presidência do Supremo em meio ao forte embate instalado entre integrantes da Corte. O pedido contra Mendonça havia sido apresentado por Moraes na quinta-feira (3), dentro do próprio Inquérito das Fake News.

Fachin determinou o chamado “desentranhamento” da documentação e sua transferência para um procedimento separado, que ficará sob a relatoria do próprio presidente do STF.

A decisão, entretanto, não significa arquivamento das acusações contra André Mendonça nem uma conclusão de Fachin sobre quem tem razão na disputa.

O presidente da Corte deixou registrado que as providências têm caráter de instrução e não antecipam qualquer julgamento sobre a admissibilidade, a regularidade do procedimento adotado ou o mérito das acusações.

Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente parecer, no prazo de cinco dias úteis, sobre a admissibilidade e a regularidade do pedido apresentado por Moraes e, se considerar pertinente, também sobre as acusações feitas contra Mendonça.

Depois disso, André Mendonça também poderá apresentar sua manifestação formal sobre o caso.

A crise ganhou força depois que Moraes encaminhou a Fachin documentos e relatórios da Polícia Federal relacionados à atuação de Mendonça na condução de investigações envolvendo o Banco Master e a Operação Sem Desconto.

Moraes apontou possíveis atos de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, além de sustentar que teria ocorrido quebra da imparcialidade judicial e direcionamento de investigações por razões pessoais e políticas. As alegações ainda dependem de análise e não representam condenação ou reconhecimento de culpa de Mendonça.

Entre os nomes mencionados nessa disputa está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do Amapá. Segundo a acusação apresentada por Moraes, teria existido direcionamento de alvos de investigação envolvendo ele próprio e Alcolumbre.

O episódio expõe publicamente uma das mais graves disputas internas recentes no STF. De um lado, Moraes questiona a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao caso Banco Master; de outro, documentos tornados públicos no âmbito dessas apurações colocaram a própria atuação de Moraes sob questionamento.

A Reuters classificou o episódio como um raro teste institucional para a Suprema Corte brasileira diante do confronto aberto entre ministros e da pressão para que as acusações sejam examinadas com transparência

A decisão de Fachin muda um ponto central da disputa: o pedido contra André Mendonça deixa de permanecer dentro do Inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes, e passa para um procedimento separado sob responsabilidade da Presidência do STF.

Agora, as manifestações da PGR e de Mendonça serão fundamentais para definir o próximo passo e se as acusações terão ou não prosseguimento formal.

Portal AF News – Informação com credibilidade e responsabilidade

Jornalista Aldenor Filho 🪶




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