FORAGIDO DESDE 2024: condenado a 12 anos por feminicídio brutal é capturado pela DHPP em Macapá
Geovane do Carmo Cruz foi condenado pela morte de Adriely Alves Duarte, de 20 anos, assassinada com um tiro de espingarda em Porto Grande; segundo a polícia, ele tentou usar nome falso durante a abordagem
PC-AP - AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP), 29 de agosto de 2026 – A fuga chegou ao fim. Condenado a 12 anos de prisão pelo feminicídio de Adriely Alves Duarte, de 20 anos, Geovane do Carmo Cruz foi localizado e preso nesta sexta-feira (28), no bairro Infraero 2, Zona Norte de Macapá. Ele estava foragido desde 2024 e era procurado para cumprir a pena imposta pela Justiça.
A captura foi realizada por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após trabalho de localização do condenado.
O assassinato ocorreu em 2019, na zona rural de Porto Grande, e ganhou repercussão pela violência empregada contra a jovem.
Conforme as provas apresentadas durante o julgamento, Adriely teria sido obrigada a se ajoelhar antes de ser atingida por um disparo de espingarda, efetuado com a arma encostada em seu rosto.
Durante o processo, Geovane sustentou a versão de que o disparo teria ocorrido de forma acidental. A tese, porém, não convenceu os jurados.
O Ministério Público apresentou elementos que contestaram a versão da defesa, e o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelo crime, resultando na condenação a 12 anos de prisão.
Após a condenação, em 2024, Geovane não foi localizado para iniciar o cumprimento da pena e passou à condição de foragido.
As buscas continuaram até que investigadores da DHPP chegaram ao endereço onde ele estaria escondido, em uma vila de quitinetes no bairro Infraero 2
Segundo as informações policiais, durante o período em que permaneceu foragido, o condenado havia constituído uma nova família e mantinha uma rotina aparentemente normal em Macapá.
No momento da abordagem, Geovane ainda teria tentado dificultar o trabalho policial fornecendo um nome falso aos investigadores.
A equipe já possuía registros, fotografias e outras informações que permitiram confirmar a identidade do condenado e cumprir o mandado de prisão.
“Tínhamos todas as informações e materiais necessários, então demos cumprimento direto ao mandado de prisão”, afirmou o delegado Paulo Moraes.
Após os procedimentos legais, o condenado deverá passar por audiência de custódia e ser encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) para cumprimento da pena determinada pela Justiça.
A prisão encerra uma busca iniciada após a condenação e coloca novamente sob custódia do Estado o homem responsabilizado pelo assassinato de Adriely Alves Duarte.
Portal AF News – Informação com credibilidade e responsabilidade
Jornalista Aldenor Filho




COMENTÁRIOS