ISENÇÃO PARA KITS DE ELÉTRICOS AMPLIA DÉFICIT E ACENDE ALERTA NA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
Cota com Imposto de Importação zero para CKD e SKD favorece entrada de componentes, sobretudo chineses, enquanto montadoras e indústria nacional cobram maior equilíbrio
AF/ILUSTRATIVA Brasília (DF) – A renovação da cota de importação com alíquota zero para kits CKD e SKD de veículos eletrificados aumentou a preocupação da indústria brasileira com o avanço das importações e a perda de competitividade da produção nacional.
No primeiro semestre de 2026, o setor automotivo acumulou déficit comercial de US$ 5,32 bilhões, o maior para o período desde 1997. As importações chegaram a US$ 7,79 bilhões, com a China respondendo por 72% das compras externas, segundo os dados apresentados pelo setor.
A isenção vale até dezembro de 2026 e possui cota de US$ 463 milhões. O benefício alcança conjuntos desmontados ou semidesmontados destinados à montagem no Brasil. Veículos importados prontos estão sujeitos à tarifa de 35%.
Entidades como Anfavea e Fiesp criticam a medida e alertam que a entrada de kits com imposto reduzido pode desestimular a fabricação nacional de componentes, afetando fornecedores, investimentos e empregos. O governo, por outro lado, sustenta que o incentivo ajuda na transição para veículos eletrificados e pode estimular novos investimentos produtivos no país.
O principal debate agora é garantir que a montagem de veículos no Brasil resulte, de fato, em maior nacionalização da produção e transferência de tecnologia, em vez de ampliar a dependência de componentes importados.
A previsão é que, a partir de 1º de janeiro de 2027, os kits também passem a pagar alíquota de 35%, encerrando o benefício atual.
Portal AF News – Informação com credibilidade e responsabilidade
Jornalista Aldenor Filho




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