POLÍCIA CIVIL INDICIA QUATRO POR EXECUÇÃO DE HOMEM AMARRADO E MORTO COM 11 TIROS NO CONGÓS
DHPP aponta dois suspeitos como executores e dois irmãos como supostos mandantes; investigação relaciona crime a “julgamento” atribuído à facção FTA e possível dívida ligada ao tráfico de drogas
AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – A Polícia Civil do Amapá concluiu as investigações sobre a morte de César Lee Lacerda Figueiredo, de 29 anos, encontrado amarrado e morto em uma área de pontes no bairro Congós, Zona Sul de Macapá, em 13 de setembro de 2025. Quatro pessoas foram indiciadas.
O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob responsabilidade do delegado José Mário Carneiro. A perícia identificou 11 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, sendo nove de entrada e dois de saída. Seis projéteis foram retirados do corpo e cartuchos de pistola calibre .40 foram recolhidos na cena.
Segundo a investigação, César teria sido submetido a uma espécie de “julgamento paralelo”, atribuído a integrantes da facção Família Terror Amapá (FTA). A principal hipótese é de que a execução tenha sido determinada em razão de uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas.
A Polícia Civil indiciou Robson Rocha de Lima e Jhonatha Dhonio Chagas da Costa, o “Jhon Jhon”, apontados como possíveis executores. Os irmãos Rildo dos Santos Melo e Ramon dos Santos Melo são apontados como supostos mandantes. Conforme a DHPP, Ramon também teria ameaçado a vítima um dia antes do crime.
As investigações indicam que César saía da casa de uma conhecida quando teria sido abordado, imobilizado e levado até o local da execução. A apuração enfrentou dificuldades devido ao medo de represálias entre moradores, mas informações de inteligência, depoimentos e denúncias anônimas ajudaram a Polícia Civil a avançar no caso.
Os quatro indiciados negam participação no homicídio. Rildo e Ramon já estão presos no IAPEN por outros processos. Robson responde a processos em liberdade e afirma que chegou ao local somente após o crime. “Jhon Jhon” permanece foragido e é procurado.
A investigação também registrou que César possuía antecedentes criminais, incluindo passagem pelo IAPEN por envolvimento em assalto a residência e processo por estelionato.
Os quatro foram indiciados por homicídio qualificado por meio cruel e integração em organização criminosa armada. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, assegurados o contraditório e o direito de defesa.
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Aldenor Filho – Diretor Jornalista




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