Jovem é executado a tiros dentro de apartamento na frente da esposa e do filho no Conjunto Miracema, em Macapá
Crime foi praticado por dois homens armados que invadiram o residencial e dispararam diversas vezes contra a vítima; Polícia Civil investiga possível ligação com disputa entre facções criminosas.
FOTOS: PC-AP - AF/ILUSTRATIVA Macapá (AP) – Um homicídio marcado pela extrema violência abalou moradores do Conjunto Habitacional Miracema, na noite desta terça-feira (14). O jovem Eduardo Silva Paixão, de 20 anos, foi executado a tiros dentro do próprio apartamento, localizado na Rua Coletora 1, bloco 28, na presença da esposa e do filho de apenas um ano e seis meses de idade.
De acordo com informações do delegado José Mário, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), dois homens armados invadiram o bloco residencial, subiram até o primeiro andar e bateram insistentemente na porta do imóvel. Assim que Eduardo abriu a porta, foi surpreendido pelos criminosos, que efetuaram diversos disparos, a maioria atingindo a região da cabeça.
Testemunhas relataram que, momentos antes de ser morto, o jovem chegou a implorar pela própria vida, dizendo: "Não, não, não... não quero morrer." Mesmo diante dos apelos, os autores continuaram atirando, sem oferecer qualquer possibilidade de defesa à vítima.
Após a execução, os suspeitos fugiram a pé, sem utilizar veículos, circunstância que reforça a hipótese de que conheciam bem a área onde o crime ocorreu.
Equipes da Polícia Científica realizaram a perícia no local e recolheram estojos e projéteis que, preliminarmente, são compatíveis com munições de pistola calibre .380. O material será submetido à análise pericial para auxiliar na investigação.
A principal linha investigativa da Polícia Civil aponta para uma possível relação do crime com a disputa entre facções criminosas. Eduardo era natural do Estado do Pará e havia se mudado recentemente para o Amapá. Os investigadores trabalham para esclarecer se essa mudança possui ligação com a motivação da execução.
Segundo o delegado José Mário, a brutalidade da ação chama atenção pelo fato de os criminosos não demonstrarem qualquer preocupação com a presença da esposa e da criança durante o assassinato. Consultas preliminares não identificaram antecedentes criminais em nome da vítima, porém seu histórico será aprofundado ao longo das investigações.
O caso foi registrado como homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a identificação ou localização dos autores seja repassada, de forma anônima, à DHPP por meio do WhatsApp (96) 99170-4302. O sigilo do denunciante é garantido.
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Aldenor Filho
Diretor Jornalista




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