Polícia Científica do Amapá duplica a frota de veículos e recebe investimentos tecnológicos de mais de R$5 milhões
Instituição recebeu 12 novos veículos, 15 drones, cromatógrafo, microcomparador balístico e 58 câmeras fotográficas.
São 12 novos veículos para reforçar o combate ao crime com a ciência O Governo do Amapá realizou na quinta-feira, 2, a superentrega da segurança Pública do Estado no sambódromo de Macapá. Foram mais de R$ 91 milhões de investimentos e a Polícia Científica do Amapá foi uma das forças contempladas. A instituição teve uma verdadeira revolução da prova técnica para a garantia dos caminhos para a justiça social.
O combate ao crime com a ciência recebeu 12 novos veículos, 15 drones, 1 cromatógrafo, 1 microcomparador balístico e 58 câmeras fotográficas, além de tablets e diversos materiais laboratoriais. Esse é o maior investimento que o órgão tem nos últimos anos.


“Todos esses equipamentos fazem uma revolução na nossa rotina. Especialmente na parte técnica laboratorial. Hoje nos equiparamos a infraestrutura de outros estados da federação”, destacou a diretora-presidente da Polícia Científica, Janaina Pereira.
Dos 12 novos veículos, cinco são os chamados rabecões, também conhecidos como "carros tumbas". Antes, o Amapá só possuia cinco disponíveis para uso e, com a entrega, agora serão 10. Além disso, os novos carros têm a capacidade de transportar de forma segura e efetiva até cinco cadáveres com gavetas lacradas.

“Os novos carros têm sistema de gavetas isoladas, o que garante a qualidade técnica na hora da pericia e do transporte de material. Além disso, melhora a qualidade do servidor com o isolamento do espaço que contém as gavetas do ambiente do motorista”, explicou o perito médico-legista Pedro Artur Baptista.
O Departamento de Medicina Legal (DML) da Polícia Científica, na zona norte de Macapá, garante que cada investigação receba o suporte necessário para que nenhum crime, lesão ou violência fiquem sem resposta. O avanço nos trabalhos é resultado de investimentos em infraestrutura, equipamentos e efetivos pelo Governo do Estado que, desde 2023, já convocou mais de 56 candidatos do concurso de 2022.

Fortalecimento do efetivo e equipamentos modernos
Além dos investimentos em equipamentos técnicos, o governador também assinou a chamada da terceira turma de concursados da Polícia Científica do Amapá.
O avanço também é marcado pelo aumento de efetivo com o maior chamamento de concursados nos últimos três anos. Na Polícia Científica, já foram convocados mais de 50 aprovados, com 41 nomeações e outros 17 em processos de avaliação documental. Só o Laboratório de Genética Forense teve a equipe técnica dobrada desde 2023, saltando de 6 servidores para 13 peritos e 2 técnicos.
O resultado também é visto com a mudança e ampliação do laboratório forense, que foi realocado para a unidade da PCIAP em Santana, além do aumento de treinamentos de peritos criminais e padronização das "cadeias de custódia", procedimentos que melhoram a atuação das polícias em relação ao encaminhamento de materiais, com envelopes estéreis e adequados.
Superentrega: tecnologia, mobilidade e armamento
A super entrega desta quinta-feira, 2, soma o montante exato de R$ 91,7 milhões que colocam a segurança pública do Amapá em um novo patamar de infraestrutura física e tecnológica. Para o policiamento aéreo e salvamento de alta complexidade, o Estado adquiriu um helicóptero H130, avaliado em R$ 38 milhões, e garantiu também um avião King Air B200, ambos configurados como UTI aeromédica.

Já em solo, as forças de segurança avançam com passos firmes para além das 70 novas viaturas: o reaparelhamento das forças inclui 795 pistolas Glock e 1,5 mil novos coturnos para a Polícia Civil, reforçando tanto a proteção dos servidores quanto a efetividade das ações investigativas. Os bombeiros também receberam 600 novos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), voltados para o combate a incêndios estruturais, compostos por capa, calça e capacete, além de três desencarceradores e dez kits combat.
Também foram integrados 15 drones, 58 câmeras fotográficas e equipamentos de ponta para a perícia criminal, como o cromatógrafo, destinado à separação e identificação de compostos químicos; um microcomparador balístico, capaz de identificar características únicas em munições, como se fossem “impressões digitais” dos disparos de armas de fogo e; tablet multiespectral, que identifica vestígios invisíveis a olho nu, como sangue, resíduos de disparos e impressões digitais.







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