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Macapá ,01/07/2026

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Musicalidade, devoção, fé e amor: quadrilhas Sorriso Cristalino, Junina Lampião e Sensação Amapaense marcam último dia do Arraiá do Povo 2026

Maior Arraiá da Amazônia promovido pelo Governo do Amapá reuniu milhares de pessoas e encerrou na madrugada desta quarta-feira, 1º, com apresentações de 8 grupos juninos no Quartel do Corpo de Bombeiros da Zona Norte, em Macapá

agenciaamapa.com.br
Musicalidade, devoção, fé e amor: quadrilhas Sorriso Cristalino, Junina Lampião e Sensação Amapaense marcam último dia do Arraiá do Povo 2026 Maior Arraiá da Amazônia promovido pelo Governo do Amapá reuniu milhares de pessoas e encerrou na madrugada desta quarta-feira, 1º, com apresentações de 8 grupos juninos no Quartel do Corpo de Bombeiros da Zona Norte, em Macapá

Em um cenário cultural de tradição marcado por criatividade, cores, brilho e muita alegria, a população contemplou a última noite de festa do maior Arraiá da Amazônia 2026. O evento, realizado pelo Governo do Amapá no Quartel do Corpo de Bombeiros da Zona Norte, em Macapá, encerrou na madrugada deta quarta-feira, 1º, após seis dias de intensos festejos.

A noite foi aberta por três grupos que trouxeram a essência de seus municípios para o salão: Sorriso Cristalino, Junina Lampião e Sensação Amapaense. 

Sorriso Cristalino:  “A Sorriso Celebra a Vida”

Vinda do  sul do estado do município de Laranjal do Jari, a Sorriso Cristalino foi a primeira a marcar o salão de dança. Sob a presidência de Edinho Teixeira, o grupo apresentou o espetáculo com o tema “A Sorriso Celebra a Vida”, inspirado no filme "Viva-A Vida é uma Festa", que destaca a importância da memória, do amor e da celebração de uma vida imponente.

O espetáculo foi atravessado por trilhas sonoras de forte teor crítico, fundindo clássicos da MPB como "Cálice" e "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores". Ao resgatar a poesia dos cantores Chico Buarque e Geraldo Vandré, o grupo transformou o salão em um espaço de memória e resistência, exaltando a luta histórica por liberdade no país. 

Deyson Ryan e seu par de dança Cleidiane da Silva
Deyson Ryan e seu par de dança Cleidiane da Silva
Foto: Maksuel Martins/GEA

Mas, antes do espetáculo a acontecer, o clima era de fé e preparação física. Enquanto se aqueciam para apresentar o resultado de cinco meses de dedicação, os quadrilheiros compartilhavam suas histórias. É o caso de Deyson Ryan, de 25 anos, que atua no movimento junino há mais de uma década. 

“São 12 anos vivendo essa cultura, mas o frio na barriga parece que nunca vai embora. Foram cinco meses de ensaios exaustivos de muito suor derramado e de muita dedicação. Então, viemos aqui com um só objetivo, ganhar e representar o nosso município da melhor forma”, disse empolgado o quadrilheiro.

Junina Lampião: O Encanto de Calçoene

Junina Lampião: O Encanto de Calçoene
Junina Lampião: O Encanto de Calçoene
Foto: Maksuel Martins/GEA

Diretamente de Calçoene, a Junina Lampião trouxe para a arena o tema “O Conto que Vou Contar”, uma narrativa emocionante que reforçou a força, a resistência, a devoção e a rica história do povo nordestino. Sob a presidência de Aldir Farias, o grupo apresentou-se com 16 pares de brincantes, executando coreografias criativas assinadas por Alessandro Damascena e Ruan Lima. 

Sensação Amapaense: A Força do Búfalo

O primeiro bloco de apresentações da noite encerrou-se com a quadrilha Sensação Amapaense, representante do município de Amapá, que levou para a arena o tema “Búfalo: o Boi da Cara Preta”. Em uma performance que uniu história e tradição, o grupo narrou a trajetória do búfalo desde sua partida da Índia até sua chegada à Ilha do Marajó, culminando em sua introdução no estado do Amapá, onde o animal se consolidou como um importante símbolo da agricultura e da economia local. 

Sensação Amapaense: A Força do Búfalo
Sensação Amapaense: A Força do Búfalo
Foto: Maksuel Martins/GEA

A diversidade de temas levados à arena revelou a criatividade, o esforço de quem veio dos municípios e o domínio dos saberes ancestrais. E assim, a diversão e emoção foram garantidas para centenas de brincantes, artesãos e coreógrafos que transformaram o Quartel do Corpo de Bombeiros da Zona Norte em um palco de pura magia e imaginação coletiva.  

Realizado pelo Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o IV Arraiá do Povo aconteceu de 25 a 30 de junho. A programação gratuita reuniu apresentações das quadrilhas tradicionais e estilizadas que disputaram o VII Festival Sandro Rogério, além de atrações culturais, gastronomia e empreendedores locais, consolidando o evento como uma das maiores celebrações da cultura popular amapaense.  

 




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