'O Estado precisa da capoeira e de todas as culturas', afirma Mestre Tigre no Dia Estadual do Capoeirista
Mestre de capoeira com 46 anos de trajetória simbolizou a homenagem aos fazedores de cultura durante a sanção do Plano Estadual de Cultura e da nova Lei de Incentivo
Mestre Tigre participou da celebração do Dia Estadual do Capoeirista durante a sanção dos novos marcos da cultura no Amapá Celebrado no mesmo dia em que o Amapá homenageia oficialmente a capoeira e seus mestres, o Dia Estadual do Capoeirista ganhou um significado ainda mais especial nesta terça-feira, 30. Durante a solenidade em que o Governo do Estado sancionou o Plano Estadual de Cultura e a nova Lei Estadual de Incentivo à Cultura, mestres, artistas e produtores culturais acompanharam um momento considerado histórico para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor, tendo a capoeira como um dos símbolos da resistência e da identidade cultural amapaense.
Durante a cerimônia estava Marcelino José dos Santos Trindade, o Mestre Tigre, que há 46 anos dedica sua vida à capoeira, formando gerações e preservando uma das mais importantes manifestações da cultura popular brasileira. Ele destacou que o reconhecimento da cultura passa, também, pela valorização daqueles que mantêm vivas as tradições do povo amapaense.
"O Estado precisa da capoeira, do batuque, de todas as culturas, porque o povo vive disso. A cultura é do povo, e o governo administra esse patrimônio. Hoje vemos um governo que olha para esse setor com respeito", afirmou Mestre Tigre.

Além da homenagem aos capoeiristas, a cerimônia marcou a sanção de dois dos principais instrumentos de fortalecimento da cultura no estado: O Plano Estadual de Cultura, que estabelece diretrizes para os próximos dez anos, e a nova Lei Estadual de Incentivo à Cultura, que moderniza os mecanismos de financiamento e amplia as oportunidades para artistas e produtores.

Para o produtor cultural Josimar Barros, a atualização da legislação representa uma conquista histórica para todo o setor. "A gente estava padecendo por uma lei que já não atendia mais a realidade. Com essa atualização, conseguimos acessar novas oportunidades e mostramos que cultura também gera emprego, renda e desenvolvimento. O artista é um trabalhador e precisa ser reconhecido como tal", destacou.
Também foi realizado um ato de apresentação dos novos integrantes do Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC), reforçando a participação da sociedade na construção das políticas públicas. A união entre a celebração do Dia Estadual do Capoeirista e a criação de novos instrumentos para o setor transformou a data em um marco para a cultura amapaense, reunindo reconhecimento, valorização e perspectivas de desenvolvimento para quem faz da arte um patrimônio vivo do estado.





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