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Macapá ,30/06/2026

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Governo do Amapá encerra Junho Vermelho e mobiliza população para manter estoques do Hemoap nas férias

Ações de junho mantiveram a rede de saúde abastecida, mas as viagens de julho reduzem o fluxo de voluntários; Hemoap convoca a população a incluir a doação de sangue nos planos de verão

agenciaamapa.com.br
Governo do Amapá encerra Junho Vermelho e mobiliza população para manter estoques do Hemoap nas férias Governo do Amapá atua para manter os estoques abastecidos durante o período de férias

O Governo do Amapá encerrou as atividades da campanha Junho Vermelho, coordenada pelo Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) para conscientizar a população e garantir o abastecimento da rede hospitalar pública e privada. O foco da instituição agora se volta para o mês de julho, período de férias escolares em que o comparecimento de voluntários cai historicamente, exigindo estratégias contínuas para manter os estoques em níveis seguros.

O diretor do Hemoap, Eldren Lage, apresentou um balanço positivo sobre o impacto das mobilizações de junho e detalhou o planejamento logístico montado para enfrentar a redução de doadores no período de recesso.

"Nós não tivemos nenhum atropelo de falta de sangue ou de dificuldade de atendimento para nenhum paciente. Então isso é um bom indicativo de que o nosso desempenho no mês de junho, dentro da campanha do Junho Vermelho, foi muito bom. E o que a gente observou? É que quando a gente participou das atividades externas, e quando nós promovemos as atividades aqui dentro do Hemoap, nós tivemos um boom significativo de doadores, se estendendo até uns dois dias após esses eventos. Então isso foi muito bacana pra gente. Avaliamos isso como positivo", afirmou o diretor.

Lage enfatizou a importância dos veículos de comunicação no engajamento da sociedade civil. "A blitz fez uma movimentação, porque o que é bacana na blitz? É que a imprensa abraça. A imprensa, ela sempre abraça essas atividades do Hemoap. Eles vão, e eles fazem com que a gente fique na mídia um, dois dias, e isso faz com que as pessoas venham no outro dia ao Hemoap doar", detalhou.

Eldren Lage, diretor do Hemoap
Eldren Lage, diretor do Hemoap
Foto: Sávio Almeida/Sesa

Para o período que começa, o diretor explicou como as mudanças na rotina das famílias com a chegada das férias acabam diminuindo o fluxo de pessoas no hemocentro. "Em julho, realmente diminui o número de doadores. Por conta das férias escolares, muita gente viaja. Quem não viaja, não acorda cedo, porque o filho já não vem mais para a escola, aí a pessoa não precisa sair cedo. Muitas vezes, o pai deixa o filho na escola e vem doar sangue. Então é toda uma cadeia que gira em torno da doação e da vida das pessoas que estão interligadas. E o mês de julho tem essa queda, assim, que a gente observa na série histórica de doações", explicou Lage.

A fim de contornar a desmobilização sazonal das férias, o diretor apontou quais ferramentas de busca ativa e conscientização serão utilizadas ao longo do veraneio. "Nós já estamos nos preparando. O junho serviu para isso também, o Junho Vermelho serviu tanto pra gente melhorar os estoques da atualidade, como preparar o estoque para a gente enfrentar esse período de julho. Então a gente tem que estar sempre monitorando, e quando a gente percebe que está havendo um consumo maior, a gente intensifica a chamada de doadores. Acionamento pelo telefone, pelo WhatsApp, a gente manda muita mensagem, a gente chama muitas pessoas para virem doar. E aí, a partir dessa avaliação que a gente faz quase que diariamente, se surgir alguma dificuldade, a gente corre para a mídia, que é uma alternativa.

O diretor ainda reforça a participação nas programações de férias de julho no Estado. "Mas muito provavelmente, nós vamos estar participando também dos eventos agora de verão nas programações nas praças, nos balneários. Nós vamos participar também buscando doadores, chamando as pessoas para virem doar", adiantou.

Lage concluiu destacando que o trabalho de campo atua diretamente como uma ferramenta pedagógica de saúde pública, e que diz que outra atividade que para ser realizada será a busca ativa. 

"É o que a gente chama de educação em saúde, atividades de educação em saúde. Quando a gente faz uma panfletagem, para a grande maioria das pessoas é  só uma panfletagem, é estar distribuindo um panfleto. Para a gente é educação em saúde, porque a gente está mostrando para a sociedade que, com um ato simples de doação de sangue, eles conseguem ajudar a salvar pessoas, e ajudar a salvar pessoas e preparar o Estado para salvar talvez a própria pessoa que esteja doando", finalizou o diretor.

Maria Waldelise dos Santos é doadora assídua desde o ano de 2000
Maria Waldelise dos Santos é doadora assídua desde o ano de 2000
Foto: Sávio Almeida/Sesa

Para ilustrar a importância do engajamento comunitário e da continuidade das doações, a autônoma Maria Waldelise dos Santos, de 58 anos, que é doadora assídua desde o ano de 2000, reforçou o papel da solidariedade. "Sou doadora de sangue desde 2000, e doo porque amo e é um ato de que você está fazendo o bem ao seu próximo. Eu incentivo as pessoas que são saudáveis a doarem sangue, porque muitas pessoas precisam do nosso sangue, precisam da nossa ajuda", declarou a voluntária.

Além de manter o próprio compromisso com o Hemocentro, Maria Waldelise destacou que já está construindo uma nova geração de doadores para ajudar a manter a rede abastecida.

"Já estou trazendo a minha neta, que vai vir hoje doar pela primeira vez, ela tem 16 anos. E tenho o meu neto que vai fazer 18 em outubro; na minha próxima doação, já vou trazer ele junto para doar também. Estou incentivando a família a doar sangue", concluiu.

Média de atendimentos e ações integradas

O Hemoap registra uma média mensal que varia de 1.200 a 1.300 doadores, incluindo tanto as pessoas que realizam o procedimento de forma regular quanto aquelas que doam pela primeira vez.

Para manter essa estabilidade e alcançar o balanço positivo de junho, o instituto realizou diversas atividades estratégicas de captação. A unidade móvel do hemocentro realizou coletas externas na Orla de Macapá e esteve presente no 2º Encontro de Lideranças Femininas do Amapá (ELAS II), facilitando o acesso ao serviço.

Uma única bolsa coletada pode salvar até quatro vidas
Uma única bolsa coletada pode salvar até quatro vidas
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

A campanha também contou com a Blitz Hemoap e o apoio institucional da Companhia de Saneamento do Amapá (CSA), que iluminou suas instalações na cor vermelha. Na sede do hemocentro, os doadores foram homenageados com programações festivas e lanches regionalizados, incluindo receitas típicas juninas e o tradicional açaí com farinha.

Como doar?

Os voluntários podem realizar as doações na sede do Hemoap, localizada na Avenida Raimundo Álvares da Costa, esquina com a Rua Jovino Dinoá, no Centro de Macapá. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h. Informações e orientações estão disponíveis pelo telefone (96) 98414-1779.

Requisitos

Para doar, o voluntário deve apresentar documento oficial com foto (físico ou em formato digital); ter entre 16 e 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização formal dos responsáveis); pesar no mínimo 50 kg; estar em boas condições de saúde, descansado e bem alimentado; evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem o procedimento; e não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação.




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