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Macapá ,30/06/2026

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OPERAÇÃO TARPEIA: DRACO DESARTICULA ESQUEMA DE COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS E PRENDE TENENTE DA PM NO AMAPÁ

Investigação aponta participação de agentes da segurança pública em suposto abastecimento do mercado clandestino; guardas municipais foram afastados e tiveram o porte de armas suspenso


OPERAÇÃO TARPEIA: DRACO DESARTICULA ESQUEMA DE COMÉRCIO ILEGAL DE ARMAS E PRENDE TENENTE DA PM NO AMAPÁ FOTOS: AF/ILUSTRATIVA

Macapá (AP) – A Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), da Polícia Civil do Amapá, deflagrou na manhã desta terça-feira (30) a Operação Tarpeia, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo e munições no estado. A investigação revelou um cenário considerado preocupante pelas autoridades: integrantes das forças de segurança pública estariam envolvidos no fornecimento de armamentos para o mercado clandestino.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início a partir dos desdobramentos de uma operação realizada em 2025 e avançaram com a quebra do sigilo telefônico dos investigados. As conversas interceptadas, segundo a corporação, evidenciaram negociações de armas de diversos calibres, repasses de valores, tratativas para ocultar a origem do armamento e até orientações sobre a adulteração de numeração de série.

Durante a Operação Tarpeia, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e medidas cautelares contra os suspeitos.

Entre os alvos está um tenente da Polícia Militar, de 42 anos, apontado como um dos principais fornecedores de armas da organização criminosa, que foi preso preventivamente. Também foi preso um homem de 31 anos, suspeito de atuar como intermediador nas negociações ilícitas.

Além das prisões, dois guardas municipais de Macapá, de 47 e 50 anos, foram submetidos a medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o afastamento das funções públicas e a suspensão imediata do porte e da posse de armas de fogo.

Segundo a DRACO, os elementos reunidos durante a investigação indicam a existência de uma estrutura organizada voltada ao comércio clandestino de armamentos, com movimentação financeira e mecanismos destinados a dificultar a identificação da origem ilícita das armas comercializadas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo, associação criminosa armada, fraude processual e outros delitos que venham a ser confirmados no decorrer das investigações.

Em nota, a Polícia Civil destacou que a Operação Tarpeia reafirma o compromisso da instituição com o combate à criminalidade organizada e à corrupção, independentemente da condição funcional dos investigados. A corporação ressaltou ainda que ações dessa natureza são essenciais para impedir que armas de fogo cheguem às mãos de organizações criminosas e reforçar a segurança da população amapaense.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos, mapear toda a cadeia de fornecimento de armamentos e responsabilizar criminalmente todos os participantes do esquema.

Portal AF News – Informação com credibilidade e responsabilidade.

Aldenor Filho

Jornalista




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