Governo do Amapá anuncia vencedora da etapa estadual do programa Jovem Senador 2026
Endy Wanne Vilhena da Silva, de 17 anos, representará o estado na Semana de Vivência Legislativa, em Brasília; seleção recebeu 2.815 redações.
Vencedora e os três classificados do Jovem Senador 2026 no Amapá recebem premiação em Macapá. Os estudantes viajam para Brasília em agosto para a Semana de Vivência Legislativa no Senado Federal O Governo do Amapá anunciou, nesta segunda-feira, 29, a vencedora da etapa estadual do programa Jovem Senador 2026. A estudante Endy Wanne Vilhena da Silva, de 17 anos, da Escola Estadual São Joaquim do Pacuí, conquistou o primeiro lugar e representará o estado na Semana de Vivência Legislativa, que ocorrerá de 17 a 21 de agosto, em Brasília (DF). A cerimônia de premiação foi realizada no Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima, em Macapá.

A estudante Endy Wanne Vilhena da Silva não encontrou palavras para descrever o que sentiu ao ouvir seu nome anunciado como vencedora da etapa estadual do Jovem Senador 2026.
“É uma realização muito grande poder representar minha escola, que fica na zona rural de São Joaquim do Pacuí. Também quero incentivar meus colegas e toda a escola a participarem do programa Jovem Senador. Estou muito feliz, de verdade!”, declarou a estudante.
Além da vencedora, os estudantes classificados em segundo, terceiro e quarto lugares também participarão da viagem como suplentes da comitiva amapaense. As despesas dos três suplentes serão custeadas pelo senador Randolfe Rodrigues. Já a participação da representante oficial do Amapá será financiada pelo programa Jovem Senador.
Para o senador Randolfe Rodrigues, a iniciativa contribui para a valorização da escola pública e para a ampliação das oportunidades oferecidas a jovens de diferentes realidades sociais.

“É um programa que temos desde 2010 e é sempre uma alegria estar aqui para premiar o que vem da escola pública. São jovens das áreas indígenas e de todos os cantos do Amapá, com muita dedicação. Isso é resultado do que a escola pública pode produzir. A escola pública é a melhor possibilidade para os filhos do povo amapaense e brasileiro”, destacou o parlamentar.
Nesta 14ª edição, o programa teve como tema “Democracia nas Redes Sociais: Como Construir um Debate Saudável”. A proposta incentivou estudantes do Ensino Médio a refletirem sobre cidadania, democracia e uso responsável das plataformas digitais.

A secretária de Estado da Educação, Simone Guedes, destacou o alcance da iniciativa e o envolvimento das escolas públicas na produção das redações. “A ideia de levar nossos alunos para vivenciarem a rotina de um senador no Poder Legislativo é algo inenarrável. A metodologia de escolha é muito simbólica e representativa. Neste ano, tivemos 2.815 redações sobre um tema extremamente atual: democracia nas redes sociais, notícias falsas e a forma como influenciamos e somos influenciados”, enfatizou a gestora.
Outro destaque desta edição foi a inclusão de um estudante indígena entre os suplentes que viajarão para Brasília.
“Hoje fazemos história ao levar também um aluno do Parque do Tumucumaque. Nossos estudantes terão a oportunidade de conhecer o Senado Federal e exercer esse protagonismo, que antes parecia inimaginável. Saímos daqui com o sentimento de dever cumprido e com mais um grande resultado para a educação do Amapá”, afirmou Simone Guedes.
Os textos foram avaliados pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap), com a participação do curso de Letras. Ao todo, 20 escolas chegaram à fase final da seleção estadual.
Jovens comemoram resultado da seleção estadual
O segundo lugar ficou com Francisco Salvador, de 17 anos, da Escola Estadual Tiradentes. Após meses de preparação, ele contou que inicialmente não pretendia participar da edição deste ano.

“Estou muito feliz por ter conquistado o segundo lugar e por participar da viagem a Brasília como suplente. Eu não tinha a pretensão de participar neste ano, mas aceitei o desafio. Foi um tema difícil e muito atual. Pesquisei bastante, fiz várias versões da redação e tive toda a orientação da minha professora. Esse resultado é fruto desse esforço”, compartilhou.
Pedro Victor, de 16 anos, da Escola Estadual Afonso Arinos, em Macapá, conquistou a terceira colocação. Apaixonado pela escrita, o estudante revelou que acompanha o programa há alguns anos e se preparou intensamente para disputar uma vaga.

“É uma honra estar aqui. Desde o 9º ano, eu já me preparava para participar do Jovem Senador. Estudei bastante sobre algoritmos, bolhas digitais e democracia nas redes sociais. Essa oportunidade representa muito para mim. Quero agradecer aos meus professores, que foram fundamentais durante todo esse processo”, disse.

O quarto colocado foi o estudante indígena Mamisica Cristalino Sikiuyana Kaxuyana, de 18 anos, da Escola Indígena Estadual Tawainen, localizada na região do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, em Laranjal do Jari.
“É motivo de muito orgulho para mim. Estou muito feliz e agradeço aos meus professores por essa oportunidade. Essa premiação engrandece a minha comunidade”, declarou.
Como funciona o Jovem Senador
O Jovem Senador é um concurso de redação organizado pelo Senado Federal. Anualmente, a iniciativa seleciona 27 estudantes, um de cada unidade da Federação, para participarem, durante uma semana, da rotina do Poder Legislativo federal, em Brasília.

A participação começa na escola. O aluno procura um professor orientador, produz a redação e a entrega à coordenação escolar. Cada instituição seleciona um texto para representá-la e o encaminha à Secretaria de Educação do estado.
Na etapa estadual, as três redações mais bem avaliadas são encaminhadas ao Senado Federal, responsável pela seleção do estudante que representará oficialmente cada unidade da Federação na Semana de Vivência Legislativa.
No Amapá, além da representante oficial, os estudantes classificados em segundo, terceiro e quarto lugares também viajarão para Brasília como suplentes da comitiva estadual.
A iniciativa integra as ações do Governo do Amapá voltadas ao fortalecimento do Ensino Médio e ao incentivo ao protagonismo estudantil. A participação aproxima os jovens do processo legislativo e contribui para a formação cidadã e democrática das novas gerações.





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