Governo do Amapá capacita técnicos do Rurap para ampliar assistência às famílias indígenas afetadas pela vassoura-de-bruxa da mandioca
Curso reúne cerca de 50 profissionais e prepara equipes para ampliar atendimento para 1.400 famílias indígenas em Oiapoque.
A iniciativa prepara as equipes para ampliar o atendimento às famílias afetadas pela vassoura-de-bruxa da mandioca O Governo do Amapá, iniciou nesta segunda-feira, 29, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Curso Instrumental Socioambiental Fitossanitário Indígena Oiapoque. A capacitação segue até o dia 3 de julho e reúne cerca de 50 profissionais, entre extensionistas efetivos e novos contratados, para fortalecer a assistência técnica e extensão rural voltada às comunidades indígenas do município.
A iniciativa realizada pelo Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural (Rurap), faz parte das ações do Governo do Estado para ampliar o enfrentamento à vassoura-de-bruxa da mandioca, doença que compromete a produção agrícola nos territórios indígenas e impacta diretamente a segurança alimentar e a geração de renda das famílias. Com a formação da nova equipe, o Rurap ampliará o atendimento de aproximadamente 400 para 1.400 famílias indígenas.
Durante a capacitação, os participantes recebem formação sobre metodologias de assistência técnica e extensão rural, manejo fitossanitário, instrumentos de atuação socioambiental, prestação de contas dos recursos disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), além de estratégias para atuação integrada nas áreas agrária, ambiental e social.
Ao final do curso, os profissionais estarão aptos a iniciar as atividades em campo entre o fim de julho e o início de agosto, levando orientação técnica e acompanhamento às comunidades indígenas, com foco na recuperação das áreas atingidas pela doença e no fortalecimento da produção de mandioca.
O diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, destacou que a capacitação reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento rural sustentável e a valorização dos povos indígenas.

“O Governo do Amapá tem investido continuamente na qualificação dos nossos extensionistas, porque entendemos que a assistência técnica é essencial para fortalecer a agricultura e garantir melhores condições de vida às comunidades indígenas. Esse curso prepara nossas equipes para ampliar o atendimento, levando conhecimento, tecnologia e apoio social às famílias que enfrentam os impactos da vassoura-de-bruxa da mandioca”, afirmou Kelson Vaz.
A extensionista social Jaqueline Negrão, participante da capacitação, garantiu que o curso contribuirá para um atendimento mais qualificado e sensível às realidades das comunidades indígenas.
“Essa capacitação nos prepara para atuar de forma mais próxima das comunidades indígenas, entendendo suas realidades e levando orientações que realmente façam diferença. É uma oportunidade de aprimorar nossos conhecimentos e contribuir para a recuperação da produção de mandioca e para a melhoria da qualidade de vida das famílias”, destacou.

Para o extensionista agropecuário Milton Miro, a formação fortalece a atuação das equipes em campo e amplia a capacidade de resposta diante dos desafios enfrentados pelas comunidades.
“Estamos sendo treinados para oferecer uma assistência técnica mais eficiente e integrada, respeitando as especificidades das comunidades indígenas. Nosso objetivo é apoiar as famílias na recuperação de suas áreas produtivas, fortalecendo a produção de mandioca, a segurança alimentar e a geração de renda por meio de uma atuação técnica de qualidade”, afirmou.
A capacitação integra a estratégia do Governo do Amapá de fortalecer a assistência técnica e extensão rural nos territórios indígenas, promovendo ações que aliam conhecimento técnico, desenvolvimento sustentável e valorização das comunidades tradicionais.





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