Moradores do Cupixi participam da 1ª Oficina do Plano de Proteção e revisão do Plano de Manejo da RDS do Rio Iratapuru
A programação realizada pelo Governo do Estado reuniu representantes de comunidades, poder público e sociedade civil para fortalecer a gestão participativa da unidade de conservação referência em desenvolvimento sustentável.
Governo do Amapá, realiza1ª Oficina de Elaboração do Plano de Proteção e revisão do Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru Com participação ativa dos moradores do distrito do Cupixi, localizado no município de Porto Grande, o Governo do Amapá, realizou nos dias 24 e 25 a 1ª Oficina de Elaboração do Plano de Proteção e revisão do Plano de Manejo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru. A programação reuniu representantes das comunidades locais, poder público e sociedade civil organizada.
Coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a oficina promoveu um amplo espaço interativo de diálogo com participação ativa da comunidade possibilitando o compartilhamento de experiências e a troca de conhecimento entre os técnicos envolvidos no processo e os moradores.
O momento marca o início da atualização de um dos principais instrumentos de gestão da Unidade de Conservação, essencial para a proteção e uso responsável dos recursos naturais, além de fortalecer a governança ambiental.
Entre os participantes, a presidente da Associação de Agricultores da Região do Cupixi, Ediana da Silva Dias, ressaltou a importância do diálogo que aproxima as comunidades e as instituições ambientais presentes.

“Para nós, da comunidade, este é um momento muito importante e gratificante, porque estamos tendo a oportunidade de ser ouvidos e de dialogar diretamente com as instituições. Já participamos de outros momentos como esse, mas é muito positivo poder olhar nos olhos das pessoas, apresentar a nossa realidade e saber que nossas demandas estão sendo escutadas. A presença da equipe aqui, trazendo palestras, promovendo esta oficina e ouvindo a comunidade, é algo que valorizamos muito. Além de aprendermos mais sobre esse processo, também nos sentimos parte das decisões que podem contribuir para melhorar a nossa situação e fortalecer a nossa comunidade”, destacou.
A proposta das oficinas participativas busca tornar o plano mais estratégico com o olhar de quem vive em contato com a natureza, destacando os saberes tradicionais e as peculiaridades da Amazônia amapaense. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Taísa Mendonça, enfatiza que os avanços da gestão ambiental nos últimos três anos e cinco meses é fruto da atuação inclusiva do Governo do Estado presente na ponta, ouvindo e trabalhando junto com a população.

“A gestão ambiental do Amapá vive o início de uma nova era. Seguimos avançando ao unir informações técnicas e saberes tradicionais, com atenção especial às comunidades que estão na ponta e vivenciam de perto os desafios e a preservação do nosso meio ambiente. As oficinas participativas refletem esse compromisso da gestão Clécio Luís que atua em prol do bem-estar social aliado ao desenvolvimento sustentável”, destacou Taísa.
Atuação conjunta
O trabalho desenvolvido para a elaboração do Plano conta com investimento do Governo do Amapá mais recurso do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), que desde 2012 apoia a unidade de conservação, garantindo a proteção de mais de 60 milhões de hectares de florestas em 120 unidades de Conservação da Amazônia. O programa tem sido fundamental para viabilizar a implementação de seu Plano de Manejo e consolidar sua importância como exemplo de conservação aliada ao desenvolvimento sustentável.

Com suas nascentes dentro da RDS do Rio Iratapuru, o Rio Cupixi reforça a importante relação entre a unidade de conservação e as comunidades do distrito de Cupixi que dependem do recurso hídrico. Essa relação histórica e ambiental, é marcada pelo uso cotidiano das águas e pela proximidade com o território protegido.
O assessor técnico de biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, a oficina representa um passo importante para o fortalecimento da gestão da unidade.

“A realização desta primeira oficina participativa é um momento muito importante para a gestão da RDS do Rio Iratapuru. Estamos iniciando um processo que vai resultar na elaboração do Plano de Proteção e na revisão do Plano de Manejo, dois instrumentos fundamentais para fortalecer a conservação e o planejamento da unidade. Ao longo do ano, realizaremos outras oficinas até chegarmos a uma grande reunião de consolidação desse trabalho", relata.
Euryandro Costa destaca ainda o papel fundamental da comunidade. "Contamos com a participação das comunidades, da sociedade civil e do poder público para garantir que a RDS continue sendo um território voltado à conservação ambiental, mas também ao uso sustentável dos produtos da sociobiodiversidade, como a castanha-do-brasil e outros ativos presentes na região”, destacou.
A condução dos trabalhos foi realizada pela empresa de consultoria Con&Sea Ltda., responsável pela facilitação das oficinas e pelo apoio técnico ao processo de elaboração do Plano de Proteção e revisão do Plano de Manejo.
Próximos passos
Nos próximos meses, essa primeira fase de elaboração do Plano segue com a realização de novas oficinas. A próxima edição está prevista para o mês de julho, no município de Laranjal do Jari, reunindo comunidades, instituições e demais envolvidos com a gestão da unidade de conservação. As propostas reunidas durante as oficinas serão sistematizadas em uma etapa final de diálogo, que servirá de base para a construção do Plano de Proteção e para a atualização do Plano de Manejo da RDS.

RDS do Rio Iratapuru
Criada em 1997, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru é uma das mais importantes áreas de conservação do Amapá. Com cerca de 806 mil hectares, abrange os municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amaparí e Mazagão, protegendo uma biodiversidade singular e garantindo meios de vida sustentáveis a comunidades tradicionais que vivem no seu entorno.
Sob a gestão da Sema e de um Conselho Gestor deliberativo, a RDS tem como missão conciliar a conservação da floresta com o uso sustentável de seus recursos naturais. Seu Plano de Manejo, já aprovado, orienta ações de proteção, pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.





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