Governo do Amapá lança edital para integrar Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia Legal em parceria com a União
Iniciativa coordenada pela Fapeap, em parceria com a Capes/MEC, fortalece a pós-graduação, amplia a cooperação científica e impulsiona projetos estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
A iniciativa faz parte da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia Legal e representa uma importante estratégia para fortalecer a produção científica, a formação de recursos humanos qualificados e a consolidação da pós-graduação no estad O Governo do Estado do Amapá lançou edital que integra o Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), coordenado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), desenvolvido em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
A iniciativa faz parte da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia Legal e representa uma importante estratégia para fortalecer a produção científica, a formação de recursos humanos qualificados e a consolidação da pós-graduação no estado. A Fapeap é responsável pela etapa estadual de seleção das propostas, que posteriormente serão encaminhadas à Capes para avaliação nacional.
O edital tem como objetivo selecionar projetos voltados à pesquisa científica, à inovação e à formação de pesquisadores, ampliando a participação do Amapá em redes qualificadas de cooperação acadêmica.
A ação também busca reduzir as desigualdades regionais no Sistema Nacional de Pós-Graduação e promover soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável e inclusivo da Amazônia Legal.
Segundo o presidente da Fapeap, Gutemberg Silva, o edital representa uma oportunidade estratégica para ampliar a inserção do Amapá nos grandes programas nacionais de ciência e tecnologia.
"Esta é uma ação que fortalece a capacidade de pesquisa do nosso estado e cria oportunidades para que nossos programas de pós-graduação atuem de forma integrada com instituições de excelência de todo o país. Estamos construindo uma rede capaz de produzir conhecimento e soluções para os desafios da Amazônia."

Serão selecionadas até seis propostas, sendo quatro classificadas como Propostas Prioritárias Estaduais (P1) e duas na modalidade de Ampla Concorrência. A aprovação na etapa estadual não garante financiamento automático pela Capes, mas constitui requisito para participação na seleção nacional.
Podem participar Instituições de Ensino Superior (IES) e Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos, sediadas no Amapá e que possuam pelo menos um Programa de Pós-Graduação stricto sensu recomendado pela Capes.
As propostas deverão ser estruturadas em formato de rede de pesquisa, envolvendo, no mínimo, três Programas de Pós-Graduação recomendados pela Capes e participantes de, pelo menos, duas unidades da Federação. O modelo busca estimular a cooperação científica entre instituições do Amapá e de outras regiões do país.
Para Gutemberg Silva, a articulação entre instituições e pesquisadores é um dos principais diferenciais da chamada pública.
"A ciência contemporânea exige cooperação, compartilhamento de conhecimento e atuação em rede. Este edital foi concebido justamente para fortalecer essas conexões e ampliar a capacidade de resposta da academia aos desafios sociais, ambientais e econômicos da região amazônica", destaca o gestor.
Entre os temas estratégicos previstos no edital, estão bioeconomia, conservação da biodiversidade, transição energética, saúde pública, educação de qualidade, recursos hídricos, redução das desigualdades, inovação, mudanças climáticas, formação de recursos humanos e integração entre conhecimentos científicos e saberes tradicionais da Amazônia.
As submissões estarão abertas de 25 de junho a 7 de agosto de 2026 e deverão ser realizadas exclusivamente por meio do Sistema Integrado de Gestão da Fapeap (SIGFAPEAP).
O presidente da Fundação destaca ainda que a parceria entre o Governo do Estado e a Capes reforça o compromisso com o desenvolvimento científico regional e a qualificação de profissionais altamente especializados.

"Estamos alinhando os investimentos estaduais às políticas nacionais de pós-graduação e pesquisa. Isso significa mais oportunidades para estudantes, professores e pesquisadores, além de fortalecer o papel do Amapá como protagonista na produção de conhecimento sobre a Amazônia e para a Amazônia".
Para o Governo do Estado, a iniciativa reforça o compromisso com o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação, promovendo oportunidades para pesquisadores, estudantes e instituições de ensino superior, além de posicionar o Amapá, de forma estratégica, na construção de soluções para os desafios e as potencialidades da Amazônia Legal.
A parceria entre a Fapeap e a Capes representa mais um passo na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento científico regional, contribuindo para a geração de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável em benefício da população amapaense.






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