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Macapá ,19/06/2026

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Hospital de Emergência registra mais de 5 mil atendimentos em 18 dias e reforça orientação sobre uso adequado da rede de saúde

Mais de 84% dos pacientes atendidos no período apresentavam casos classificados como urgência moderada, pouco urgente ou não urgente, situações que podem ser avaliadas em outros pontos da rede de saúde.

agenciaamapa.com.br
Hospital de Emergência registra mais de 5 mil atendimentos em 18 dias e reforça orientação sobre uso adequado da rede de saúde A procura por atendimentos de baixa ou pouco urgente acarreta em sobrecarga e longa fila de espera para a assitência no HE

Entre os dias 1º e 18 de junho, o Hospital de Emergência (HE) de Macapá realizou 5.059 atendimentos na porta de entrada da unidade. Os dados revelam um cenário que impacta diretamente o fluxo assistencial e o tempo de espera: 2.283 pacientes, o equivalente a 45,1% do total, foram classificados como casos de urgência moderada, enquanto 2.011 atendimentos (39,8%) foram considerados pouco urgentes. Outros 49 pacientes (1%) receberam classificação de não urgentes.

Somados, os atendimentos classificados como urgência moderada, pouco urgente e não urgente representam 85,9% de toda a demanda registrada no período, perfil que contribui para a sobrecarga do principal hospital de emergência do estado. A unidade também recebeu 675 pacientes classificados como muito urgentes (13,3%), além de 26 emergências (0,5%) e 15 casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), que exigem assistência imediata e especializada.

Ana Karolina, coordenadora de enfermagem do HE
Ana Karolina, coordenadora de enfermagem do HE
Foto: Júnior Nery/Sesa

De acordo com a coordenadora de Enfermagem do Hospital de Emergência, Ana Karolina, a procura por atendimentos que não correspondem ao perfil da unidade continua elevada. 

"Ainda seguimos com uma grande demanda de pacientes classificados como pouco urgentes e não urgentes. São situações que poderiam ser atendidas em uma Unidade Básica de Saúde ou em uma UPA, permitindo que o Hospital de Emergência concentre esforços nos casos realmente graves", explica.

Reflexo no atendimento

A profissional destaca que o período sazonal de doenças respiratórias também tem aumentado a pressão sobre os serviços hospitalares. Pacientes com doenças crônicas e complicações decorrentes de síndromes gripais frequentemente necessitam de internação e acompanhamento especializado.

"Esses pacientes demandam uma assistência mais complexa. Quando há um grande volume de casos menos graves procurando o hospital, o atendimento acaba ficando mais lento, porque as emergências clínicas e de trauma têm prioridade absoluta", reforça Ana Karolina.

O fluxo ideal é procurar primeiro atendimento em uma UBS ou UPA, uma vez que o HE é unidade de referência na assistência de urgência e alta complexidade
O fluxo ideal é procurar primeiro atendimento em uma UBS ou UPA, uma vez que o HE é unidade de referência na assistência de urgência e alta complexidade
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

Referência em alta complexidade

Referência para atendimentos de alta complexidade, traumas graves e situações com risco iminente de morte, o HE permanece de portas abertas para toda a população. No entanto, muitos dos pacientes que procuram a unidade poderiam ter seus problemas de saúde resolvidos em serviços mais próximos de casa, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Pela legislação, o Hospital de Emergência não pode recusar atendimento. Todos os pacientes que chegam à unidade são acolhidos e passam pela classificação de risco, método que define a gravidade do quadro clínico e estabelece a ordem de atendimento. Por isso, pessoas classificadas como pouco urgentes ou não urgentes podem aguardar mais tempo, enquanto casos graves recebem assistência imediata.

A alta demanda acarreta em sobrecarga da unidade e longa fila de espera dos pacientes
A alta demanda acarreta em sobrecarga da unidade e longa fila de espera dos pacientes
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

Quando procurar cada serviço?

UBS (Unidade Básica de Saúde)

  • É a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). Deve ser procurada para consultas médicas, acompanhamento de hipertensão e diabetes, sintomas gripais leves, renovação de receitas, vacinação, curativos simples e outros problemas sem gravidade.

UPA (Unidade de Pronto Atendimento)

  • Indicada para situações que precisam de atendimento rápido, mas que não representam risco iminente de morte, como febre alta persistente, crises de asma, dores moderadas, pequenos ferimentos, suspeitas de fraturas sem exposição óssea e sintomas gripais com agravamento.

Hospital de Emergência

  • Destinado aos casos graves e com risco de morte, como acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, AVC, infarto, traumatismos graves, convulsões, insuficiência respiratória aguda e outras emergências clínicas.
  • Ao utilizar corretamente cada ponto da rede de saúde, a população contribui para reduzir a superlotação, agilizar os atendimentos e garantir que pacientes em situações críticas recebam assistência no menor tempo possível.




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