Governo do Amapá promove curso Instrumental Florestas Produtivas para fortalecer restauração ambiental e geração de renda no campo
Capacitação realizada de 15 a 19, prepara técnicos e extensionistas para implantação de sistemas agroflorestais que beneficiarão 950 famílias em 10 municípios do estado
Curso Instrumental Florestas Produtivas acontece de 15 a 19 de junho na Unifap O Governo do Amapá realiza, de 15 a 19, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Curso Instrumental Florestas Produtivas, etapa fundamental para a qualificação das equipes técnicas que atuarão na execução do Programa Nacional Florestas Produtivas no estado.
A capacitação reúne extensionistas, coordenadores e profissionais envolvidos na implantação das ações que irão beneficiar 950 famílias da agricultura familiar em 22 áreas de assentamento distribuídas em dez municípios amapaenses.
A iniciativa integra uma parceria entre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), com o objetivo de promover a recuperação produtiva e ambiental de áreas alteradas por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), fortalecendo a agricultura familiar, o agroextrativismo e a conservação dos recursos naturais.
O programa prevê a restauração de 475 hectares de áreas degradadas, transformando passivos ambientais em espaços produtivos capazes de gerar renda, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável para as famílias beneficiárias.

O diretor-presidente do Rurap, Kelson Vaz, destacou que a formação representa um passo decisivo para o sucesso da execução do programa nos territórios atendidos. “O Programa Florestas Produtivas é uma das iniciativas mais importantes para o desenvolvimento sustentável do Amapá. Estamos preparando nossas equipes para levar conhecimento, tecnologia e assistência técnica de qualidade aos agricultores familiares, transformando áreas degradadas em espaços produtivos, gerando renda, segurança alimentar e contribuindo para a conservação da Amazônia. É uma política pública que une desenvolvimento econômico, inclusão social e responsabilidade ambiental.”
Participando da programação, o ex-diretor-presidente da Anater, Camilo Capiberibe, enfatizou o caráter estratégico da iniciativa para a Amazônia e para o fortalecimento das comunidades rurais.
“O Florestas Produtivas demonstra que é possível conciliar restauração ambiental, produção de alimentos e geração de renda. O agricultor familiar deixa de ser visto apenas como beneficiário de políticas públicas e passa a ocupar o papel de protagonista na recuperação de áreas degradadas e na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Essa parceria entre Anater, Rurap e diversas instituições fortalece a capacidade do estado de promover inclusão produtiva com conservação ambiental.”
O engenheiro agrônomo do Setor de Florestas do Rurap, Josélio Riker, explicou que o curso instrumental é uma etapa obrigatória para os profissionais que atuarão diretamente junto às famílias beneficiárias.

“Esta capacitação foi estruturada para fornecer aos participantes os instrumentos técnicos e metodológicos necessários para a implantação e o acompanhamento dos Sistemas Agroflorestais. Estamos alinhando conceitos, metodologias e ferramentas que serão aplicadas em campo, garantindo que as equipes estejam preparadas para conduzir processos de restauração produtiva com eficiência, participação comunitária e sustentabilidade.”
Com carga horária de 40 horas, o curso aborda temas como manejo sustentável, sistemas agroflorestais, tecnologias de monitoramento ambiental, planejamento produtivo, gestão da produção agroextrativista e acesso a políticas públicas. A formação integra a estratégia de capacitação continuada prevista no programa, que contará ainda com módulos temáticos e ferramentas virtuais de acompanhamento das equipes.
Além da assistência técnica especializada, o programa prevê a implantação de 66 Unidades Populares de Referência Tecnológica (UPRTs), realização de 88 atividades coletivas e apoio ao acesso ao crédito rural por meio do Pronaf Floresta.

A iniciativa também possui forte componente social, garantindo a participação mínima de 50% de mulheres e 20% de jovens entre os beneficiários. Outro diferencial é a inclusão de assentamentos agroextrativistas do Arquipélago do Bailique, onde serão desenvolvidas estratégias específicas de recuperação ambiental e produtiva adaptadas às condições locais.
Ao integrar assistência técnica, restauração ambiental e fortalecimento da agricultura familiar, o Programa Nacional Florestas Produtivas consolida uma das mais importantes ações de desenvolvimento rural sustentável em execução no Amapá, contribuindo para a conservação da Amazônia e para a melhoria da qualidade de vida das famílias do campo.





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